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31 de jul de 2015

As Contradições do Ateísmo

Por Thiago Oliveira

O Ateísmo tem ganhado adeptos ao assumir uma postura proselitista. A ATEA, por exemplo, milita a favor de mais adeptos; uma postura um tanto quanto religiosa. Mas não será essa uma contradição abordada nesse texto. Abordarei outras três contradições do sistema de pensamento ateísta, visando demonstrar que ele não possui sustentáculo suficiente frente às questões importantes da existência, a saber: a metafísica, a epistemologia e a moralidade.

Como cristãos, é importante nos posicionarmos quando a nossa fé é vilipendiada. Muitas vezes, os argumentos utilizados por ateus são fracos e desprovidos de uma base filosófica adequada. No entanto, o despreparo de muitos cristãos, tanto do conhecimento bíblico quanto da Filosofia e metodologia do pensamento, faz com que certas respostas aos questionamentos ateístas não sejam dadas. Daí, se nos prepararmos, o “jogo” será invertido e não seremos nós os envergonhados.

As três contradições que serão aqui apresentadas são questões introdutórias, o bom é que se busque o aprofundamento através de autores apologéticos que dominam bem a sã doutrina e possuem, concomitantemente, um excelente arcabouço filosófico.

A Contradição Metafísica

Como surgiu o Universo? Segundo a Teoria do Bing Bang, o Universo é oriundo de uma explosão cósmica que ocorreu faz muito, muito tempo. A poeira cósmica resultante do fenômeno explosivo formou toda a matéria que existe e criou a vida. Como? Através de um movimento aleatório de partículas que, estranhamente, foi estabelecendo uma ordem natural e seletiva. Seres menos complexos derivaram seres mais complexos, e os mais aptos sobreviviam enquanto algumas criaturas eram extintas, pois ficaram no “meio do caminho” da escala evolutiva.

É mais ou menos isso que aprendemos desde crianças na escola. Crescemos, entramos na Universidade, e o Big Bang e a Evolução são dogmáticos. Deus? Criação? Não há espaço para mitos aqui – dizem professores e alguns alunos. E como muitos também são cristãos desde a tenra infância ou confessaram o Evangelho na adolescência, tais ambientes são hostis. Boa parte de nossos jovens crentes, para não sofrerem represália por conta de sua fé, camuflam quem são de fato e agem como verdadeiros agentes secretos. A coisa é bem próxima disso: “Se descobrirem que vou à igreja todos os domingos, estou frito. Nunca mais terei sossego no campus”.

Ei, as coisas não precisam ser assim. Não podemos negar a Cristo no âmbito acadêmico. O Big Bang e a Evolução são teorias, por isso podem ser questionadas. Basta que se façam as perguntas certeiras. Por exemplo: O Universo tem uma causa ou ele sempre existiu? Temos aqui uma boa indagação para começar a escavar as bases do ateísmo evolucionário. Pois, se ele tem uma causa, qual seria ela? O astro que explodiu? Mas, de onde vem esse astro? E como que uma coisa inanimada é capaz de gerar vida? São questões que se seguem e que vão acuando os defensores do Big Bang.

O cerne da contradição é: Se o Universo não tem uma causa, então ele sempre existiu. Ora, algo que sempre existiu é eterno. O que então seria eterno? A energia? A massa? O movimento? Temos aqui um pressuposto de que algo inanimado sempre esteve por aí, ou seja, não precisou de uma causa para vir à existência. Ora, ora, se isto é filosófica e probabilisticamente aceitável, então a ideia de um ente inteligível e pessoal eterno não é tão absurda quanto nos fazem parecer que seja.

Temos necessariamente que pressupor que algo já existia, pois se alegamos que tudo veio do nada, estamos transformando o nada em algo. Nada é nada, e ponto. Há uma ilustração do Francis Schaeffer que gosto bastante, que é a do círculo desenhado no quadro negro. Deixamos o círculo sem nenhum preenchimento, só o que temos é a circunferência. Portanto, dentro do círculo não há nada. E se apagarmos a circunferência? Podemos dizer que há nada no círculo? Não, porque já não existe círculo, só nada de nada.

Sartre, um dos pais do existencialismo, já dizia que a questão filosófica básica é que as coisas existem. Por isso que o Manifesto Humanista de 1933 diz que o Universo é auto-existente. Logo, precisamos formular todo o nosso pensamento partindo desse princípio básico: a realidade da eternidade. Portanto, diante da harmonia do Universo, da precisão das leis da física, e da complexidade humana, sendo o homem um ser pessoal, inteligível e comunicativo, sustentar que existe um Deus criador não é apenas uma questão de fé, é também uma questão racional. Sejamos honestos: Entre Deus e o Hidrogênio, qual deles faz mais sentido em ser Eterno e dar origem a vida?

Esse raciocínio é elementar e está totalmente embasado na Escritura. Ele não faz parte de um campo neutro de pensamento. O começo de Gênesis diz que Deus criou todas as coisas. No Evangelho de João, logo no primeiro capítulo, diz que Cristo, o logos, i.é., a lógica, a razão, a palavra criadora, fez todas as coisas, de modo que sem ele nada poderia ser trazido à existência. Aqui temos a afirmação de que a Deidade é eterna e não a matéria. O Eterno e o princípio de todas as coisas é um Deus que é pessoal, inteligente e comunicativo, e conforme a narrativa do Gênesis, ele criou o homem a sua “imagem e semelhança”. Essa é uma explicação muito mais plausível para a pessoalidade humana.

Quando partimos de algo que seja inferior ao pessoal, isto é, o pressuposto ateísta, então afirmamos que a pessoalidade característica do homem é apenas o impessoal acrescido de complexidade. Isso reduz o ser humano a uma engrenagem que compõe uma máquina, no caso o cosmos. Esse mecanicismo redunda em desespero e deixa o homem desprovido de sentido, desprovido de consciência. Logo a razão e os valores não passam de consequências acidentais de eventos ao acaso. Não há intencionalidade. Sendo assim, chegamos ao seguinte paradoxo: não é racional acreditar na razão, pois se tudo se origina do irracional, a razão perde totalmente a credibilidade.  Já se o ponto de partida for à pessoalidade, tal como afirma a Escritura, então a racionalidade e os valores existem porque alguém os projetou e tem nessas coisas um propósito.

Atingimos o ateísmo evolucionário com um duro golpe. Você se deu conta disso? Ele traz consigo a contradição metafísica, pois parte de um pressuposto eterno impessoal que gera seres pessoais. O cristianismo bíblico parte do absoluto e do pessoal, i.é., Deus. E aqui existe uma singularidade que rebate o infantil questionamento: Se a causa primária é Deus, quem garante que é o Deus cristão? Esta é a última bala do tambor, pois aqui já deu para notar que a confrontação se deu através de um pressuposto teísta. Cristãos 1; Ateus 0.

Como dito no início, esse é um texto introdutório, portanto a resposta para a questão acima não será exaustivamente elaborada. Todavia, se estudarmos todas as religiões, veremos que seus deuses ou não são pessoais, ou não são absolutos, ou não são nenhum dos dois. No Deus do cristianismo há as duas coisas coexistindo, além de ser uma unidade na diversidade (uma reposta ao problema filosófico do “um e muitos”), pois, a doutrina da Trindade, vista apenas no cristianismo histórico, vai afirmar que Deus é composto de três pessoas. Não são três deuses, mas apenas um Deus em três personas. Se Deus fosse unitário, logo ele precisaria da criação para se relacionar e assim passaria a ser pessoal. Mas, desde a eternidade, Pai, Filho e Espírito (a Trina Deidade) se comunicam e se relacionam. Seu atributo pessoal não é algo que surge após a criação, ele sempre existiu.

Por isso o cristianismo é a única resposta que atende a questão metafísica, dando significado ao mundo e aos seres humanos, não os tratando como máquinas advindas do acaso. A complexidade do cosmos e a personalidade do homem foram planejadas pelo Deus absoluto e pessoal do sistema judaico-cristão. O sistema que, de fato, fecha a lacuna que o ateísmo deixa aberta.

A Contradição Epistemológica

Por epistemologia entendemos a teoria do conhecimento. Também podemos problematizar: Como chegamos ao conhecimento e como ter certeza que conhecemos? Essa é uma questão importante para a filosofia, que sempre foi em busca de uma resposta, mas sem obter sucesso. No ponto anterior falamos sobre a questão da razão ser descredenciada como confiável se partimos de uma origem impessoal para a origem da vida. Na epistemologia, precisamos ir dos particulares para os universais, caso contrário, um bug intelectual danificará o nosso conhecimento.

Ao falar de que precisamos ir dos particulares até os universais, digo que esta é a forma de se chegar ao conhecimento. Tomemos por exemplo uma criança comendo uma banana no início da manhã. Ele primeiro aprende que aquilo é uma banana e que é comestível, depois vai saber que a banana é da família das frutas, que as frutas formam a categoria dos alimentos e que tais alimentos são de natureza vegetal. Assim acontece com todos os homens, não apenas na aprendizagem cotidiana. A ciência também se move dos particulares para os universais. A Lei da Gravidade partiu da observação de um particular (um corpo que cai), para então abarcar todos os particulares da matéria dentro de um princípio universal (a velha máxima: tudo que sobe, desce).

Quando o ateísmo nega a existência dos universais, todo o conhecimento se torna inválido. Se afirmarmos que nossos cérebros determinam as nossas faculdades mentais pelo movimento das partículas (átomos) que o formaram, nenhuma crença e nenhum valor podem se sustentar como verdadeiros pela razão, logo, não daria sequer para afirmar que o meu cérebro é composto por átomos.

Ao iniciar as Institutas com a temática do conhecimento de Deus, João Calvino nos dá uma mostra de que a centralidade da revelação domina o seu pensamento. E a primeira frase deste primeiro capítulo é a seguinte: “A soma total da nossa sabedoria, a que merece o nome de sabedoria verdadeira e certa, abrange estas duas partes: o conhecimento que se pode ter de Deus, e o de nós mesmos.” (CALVINO, 2006 p. 55).

A pergunta que muitas vezes pode surgir é a de qual conhecimento ocorre primeiro, se o acerca Deus ou o acerca de nós mesmos. Todavia, o que Calvino enfatiza é que ambos são verdadeiros. Não há como conhecer a Deus sem o autoconhecimento. Mas também ninguém poderá se conhecer sem considerar a face de Deus. Não são dois níveis de conhecimento, onde primeiro eu conheço um e depois alço o degrau para o próximo. Os dois são duplamente desassociados, por isso são chamados de conhecimento duplo de Deus (duplex cognitio Dei).

Este conhecimento duplo está presente em cada ser humano. Nenhum homem está isento de fazer “negócios com Deus” (negotium cum Deo). Calvino acreditava e ensinava que dentro de cada indivíduo Deus plantou uma percepção d’Ele. Esta “semente” não estava limitada ao coração humano, ela também foi “plantada” nas obras da criação. Deus é visto como sendo um trabalhador (Opifex) que fixou diversas evidências de Sua Glória em todo o Universo por Ele criado e regido.

A natureza que revela a divindade exige do homem uma resposta dentre duas possíveis: piedade e idolatria. Daí o homem não fica neutro, ou ele adora ao Deus verdadeiro, em amor e reverência, ou forja ídolos e se curva a deuses criados. Daqui concluímos que Calvino expõe uma teologia puramente natural, mas ela só serve para tornar os homens indesculpáveis diante do quadro da idolatria.

Porém, nada evidencia melhor a “semente da religião” do que a própria idolatria. O sentido religioso existente na humanidade seria uma prova cabal de que existe em nós um senso de divindade. Tal percepção foi dotada aos homens afim de refutar a alegação daqueles que se disserem ignorantes e por isso não glorificaram ao Senhor da Criação, Deus único e verdadeiro (Ler Romanos 1). Calvino (2006, p. 58) escreve o seguinte:

Portanto, visto que desde o princípio do mundo não há região, nem cidade, nem mesmo casa alguma que não tenha nada de religião, nesse fato nós temos uma confissão tácita de que há um senso de Divindade gravado no coração de todos os seres humanos.

Assim, podemos afirmar que idolatria e ateísmo são “farinhas do mesmo saco”. Uma forma de tentar escapar do Deus que se revela no mundo e na Escritura. O Ateu para evitar a impessoalidade, muitas vezes coloca a razão como absoluto – e assim cultua a si mesmo. Não é de se espantar que o ateísmo seja idólatra, uma vez que o termo significa: negação da divindade. Isso já o torna contraditório por definição, pois para negar algo, a primeira coisa a se fazer é pressupor sua existência. Logo, até mesmo o ateísmo tem que se fundamentar numa epistemologia teísta para se desenvolver.
Cristãos 2; Ateus 0.

A Contradição Moral

Essa última contradição chega a ser cômica em certo sentido, pois, são frequentes as reclamações ateístas de que se Deus existe, Ele é malvado e injusto - devido às coisas más que acontecem na Terra. Porém, de onde vêm estes conceitos de mal e de bem? Poderia o ateu falar acerca deles sem cair em contradição?

Devemos lembrar que o ateísmo possui uma base racionalista-materialista, que abraça o darwinismo e todo o escopo da seleção natural evolucionária. Esse pressuposto coloca em xeque a moralidade, uma vez que a Natureza - através da evolução - deseja a sobrevivência dos mais fortes e a eliminação dos mais fracos. Então sociedades com tecnologia superior podem exterminar sociedades mais arcaicas? Todas as atrocidades cometidas na História como as que dizimaram os ameríndios, extinguindo determinadas etnias, podem ser vistas apenas como algo inerente ao processo evolutivo natural?

Isso de fato aconteceu na era do colonialismo. Só para citar um exemplo: na dominação da Oceania, os tasmanianos foram extintos em menos de um século de colonização. Muitos deles eram caçados como se fossem animais. O darwinismo social estava por trás deste genocídio. Pressuposto semelhante usou Adolf Hitler. E o que tivemos? Um saldo de 6 milhões de pessoas mortas nos campos de concentração nazistas. Era o mais forte se achando no direito (natural) de exterminar o mais fraco. Essa era a concepção do Marquês de Sades, que violentava as mulheres com certa naturalidade, afinal, a força física masculina é maior que a feminina. Esta era a justificativa que utilizava para respaldar a misoginia. Provine (1980, p. 3), um materialista que defende a concepção mecanicista da vida fala com muita clareza acerca disso num artigo intitulado O Fim da Ética?:

Em primeiro lugar, deus não possui papel no mundo físico. (...) Em segundo lugar, a não ser as leis de probabilidade e de causa e efeito, não há nenhum princípio de organização no mundo e nenhum propósito. Portanto, não existem leis morais ou éticas que pertençam à natureza das coisas, nem princípios absolutos para guiar a sociedade humana.

Precisamos diferenciar a moralidade do simples gosto pessoal, do instinto e de uma convenção social. A moralidade esta no campo da obrigação. Devemos agir de determinada forma por ser o certo a se fazer, resultando em bem comum. Convenção social é comer ou não usando talheres. O que classifica uma comida boa é a preferência de quem ingere o alimento. Isso são coisas variáveis. Cada cultura difere em suas convenções e cada pessoa tem as suas preferências. Todavia, um estudo antropológico apurado vai identificar uma série de valores que em diferentes povos, no intercurso da História, são comuns a toda a humanidade. Altruísmo e coragem são dois destes valores. O que vai variar é o objeto do altruísmo e o propósito da coragem, mas em nenhuma cultura, alguém que abandona a quem deveria defender/proteger, seja a família, a aldeia, a Polis, o rei ou a pátria, terá a aprovação da sociedade. Isso vale para qualquer povo em qualquer momento da História.

O instinto difere da moralidade e é preciso exemplificar: se eu entro num prédio em chamas para ajudar uma idosa que está lá dentro inalando fumaça, e eu sequer conheço essa pessoa quem estou ajudando, tal atitude não foi instintiva, pois, o instinto da autopreservação seria muito mais forte. O natural seria ficar do lado de fora do prédio, são e salvo. Mas, se fui até lá, é porque me vi obrigado a agir daquela forma, mesmo me custando a própria vida. Entre os dois impulsos, ajudar ou fugir, houve um terceiro elemento que me obrigou a tomar determinada atitude. E que elemento é esse?

Ora, não somos os animais que o evolucionismo diz que somos. Não existe ethos no reino animal. Se o felino mata, ele não comete um assassinato e não será punido por isso. Sua ação foi instintiva e não ética. Os cachorros que cruzam na rua, diante das pessoas, não estão cometendo um atentado ao pudor. Eles não podem ser culpabilizados ou taxados de “sem-vergonha”. Já o homem é diferente. E por quê? Por conta da moralidade inerente a sua personalidade. Se existe um dever, condutas certas e erradas, então existem leis que regem essas condutas e se as leis são internas, partem de nossa consciência, logo existe um legislador que deseja que andemos segundo suas leis e que julga segundo os seus padrões.

Em Romanos 1, o apóstolo Paulo vai dizer que Deus gravou sua lei nos corações de todos os homens. Eis uma resposta bem mais aceitável, uma vez que a moralidade não é mero instinto, nem preferência pessoal e nem construção social. Portanto, é a lei de Deus o padrão que diz o que é bom e o que é mau. Daí a imensa contradição ateísta de usar os padrões que são divinos para reclamar de Deus. O mais coerente seria negar os padrões, uma vez que eles negam o Divino. Alguns até tentam, assumindo uma postura relativista. No entanto, todo relativista, mais cedo ou mais tarde também vai cair em contradição. Ele pode até dizer por aí que não existe nem certo e nem errado, mas se alguém cometer algum ato que lhe traga prejuízo, ele com certeza exclamará: “Ei, você não agiu certo comigo!”.

Cristãos 3; Ateus 0.

Conclusão

Para finalizar, é preciso deixar claro que Deus é cognoscível mediante a fé na Sua revelação. Os argumentos usados, embora sejam razoavelmente lógicos, não servirão para que as pessoas se acheguem ao Eterno em adoração. Esta é uma postura que tem início na fé que o próprio Deus planta no coração humano (Efésios 2.8). Embora todo o sistema cristão seja coerente e verdadeiro em suas propostas, ninguém se tornará um seguidor de Cristo através do exercício intelectual (apenas). Sem fé, todo o arcabouço argumentativo favorável ao cristianismo será rejeitado, por mais que se mostre que ele faz total sentido.

Deus não precisa ser provado, todas as evidências estão debaixo de nossos narizes, e ainda por cima, Ele se revelou de maneira especial através da escrituração de Sua palavra e na encarnação de Jesus Cristo, o logos divino. Esse texto não foi escrito com o intuito de provar que Deus existe, mas sim, explanar que o ateísmo é contraditório em seus pressupostos. Frente às questões últimas da vida, não existem respostas melhores que as resposta do Cristianismo, por isso devemos apresentá-las ao homem do século XXI, que possui os mesmos dilemas dos gregos pré-socráticos. Dilemas que não desapareceram mesmo após a “entronização” da Razão, como previam os iluministas.

Devemos anunciar que temos a Verdade que liberta (João 8.32 e 36), orando para que Deus liberte da cegueira aqueles a quem Lhe aprouver chamar para Si e integrar Seu Reino. E muitos dos que foram postos nas fileiras dos remidos, um dia se disseram ateus convictos. Foi assim com C. S. Lewis, só para citar um exemplo notável. Portanto, tendo a oportunidade de debater com um adepto do ateísmo, lembre-se de que aquele oponente do presente pode vir a ser um irmão de fé no futuro. Então, dose sempre as palavras e não deixe de orar.

A salvação pertence ao SENHOR! (Jonas 2.9).

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