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1 de dez. de 2014

Seis ótimas razões para se estudar doutrina

Por Tim Challies

Eu amo doutrina. Doutrina é simplesmente o ensinamento de Deus ou o ensinamento sobre Deus – o corpo de conhecimento que ele revelou a nós por meio da Bíblia. Acho que sou um daqueles nerds que amam aprender uma palavra e a grande ideia por trás dela. Mas espero não amar a doutrina pela doutrina. Pelo contrário, luto para ser uma pessoa que ama a doutrina por amor a Deus.

Hoje, quero dar a você seis bons motivos para se estudar doutrina.

Doutrina nos leva ao amor

Doutrina nos guia ao amor – amor a Deus que, então, transborda para os outros.  1 João 4.8 deixa claro: “Aquele que não ama não conhece a Deus, pois Deus é amor”. Conhecer Deus é conhecer o amor. Conhecer Deus é equipar-se com o ato de amar. O seu amor por Deus é limitado pelo conhecimento que você tem dele, então, você só pode amá-lo se você o conhecer. Quanto mais profundo o seu conhecimento for, assim será o seu amor. Essa é a razão pela qual estudar doutrina não pode ser simplesmente buscar fatos secos, mas fatos que nos levem ao conhecimento vivo de Deus e a aumentar o nosso amor por Deus. Quando você conhece doutrina, você se prepara para viver da forma que melhor expresse amor por ele e pelos outros.

Doutrina nos leva à humilhação

Segundo, doutrina nos leva à humilhação. Há pouco tempo, eu vi no YouTube um vídeo de um homem que quebrou o recorde mundial de levantamento de peso, erguendo, inacreditavelmente, 460 kg. Sei que se eu tentasse levantar uma fração disso, eu teria uma hérnia de disco e ficaria de cama por um mês. A distância entre aquele homem e eu faz com que eu encare minha fraqueza. E isso é apenas um vislumbre do que acontece quando Deus se revela a você. Você enxerga a infinita distância entre o poder dele e a sua fraqueza, entre a santidade dele e o seu pecado, entre a imutabilidade dele e a sua inconstância. E, quando você consegue ver isso, então você é humilhado. Você não pode ver Deus e se orgulhar. Você não pode conhecer Deus e ser arrogante. Quando você vê Deus como ele realmente é, você deve se humilhar ante sua magnitude e se humilhar pela sua incapacidade de compreendê-lo por completo. Quanto mais você conhece de Deus, maior deve ser sua humildade.

Doutrina nos leva à obediência

Terceiro, doutrina nos leva à obediência. Eis o que quero dizer: assim como você só pode amar a Deus se você o conhecer, você só pode obedecer a Deus se você conhecer a Deus. Quanto mais você conhecê-lo profundamente, mais será capaz de obedecê-lo. Lembrem-se, no Antigo Testamento, quantas vezes Deus lembrou os israelitas quem ele é e, com base nisso, exigiu a obediência deles. Ele faz isso repetidamente: “aqui está quem eu sou, aqui está o que fiz, portanto, vocês me devem obediência”.  E lembrem-se do Novo Testamento, o qual, constantemente, aponta para Jesus Cristo e nos chama à conformidade a ele. O que você aprendeu, por meio da Palavra, sobre Deus e o que você aprendeu sobre você mesmo leva você a viver para honrá-lo. Mais uma vez, teologia não é uma perseguição fria dos fatos, mas uma perseguição quente do Deus vivo, a qual dura por toda a vida.

Doutrina nos leva à unidade

Quarto, doutrina nos leva à unidade. Certa vez fui a uma igreja cujo pastor usava aquela velha frase: “a doutrina divide”. Ele disse que o meio para se ter união é manter o nível de doutrina baixo, pois ele estava convencido que o conhecimento traria arrogância e divisão. Ele estava fatalmente errado, e aquela igreja se estilhaçou por falta de unidade – a qual floresceu diretamente da falta de doutrina. Igrejas estão unidas pelas crenças que compartilham. Claro que haverá discordâncias em questões menores, mas quanto mais partilhada for a crença no que é essencial e quanto maior a ênfase no que é essencial, maior será o grau de unidade. Em Efésios 4, Paulo fala sobre como Deus dá líderes para as igrejas “com vistas ao aperfeiçoamento dos santos para o desempenho do serviço, para a edificação do corpo de Cristo, até que todos cheguemos à unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus, à perfeita varonilidade, à medida da estatura da plenitude de Cristo, para que não mais sejamos como meninos, agitados de um lado para o outro e levados ao redor por todo vento de doutrina, pela artimanha dos homens, pela astúcia com que induzem ao erro”. Ele estabelece uma clara conexão entre doutrina ou crescimento espiritual e a unidade entre os crentes.

Doutrina nos leva a adoração

Quinto, doutrina nos leva à adoração. O fim da doutrina é maravilhar você com o puro poder e magnitude de Deus. Ela o espanta com a absoluta pecaminosidade da raça humana. Ela o deixa perplexo com a sua insignificância ante a Deus e com a sua significância no plano redentivo. Ela o move com a inacreditável misericórdia de Deus expressa em seu Filho enviado para morrer por você. Quanto mais você conhecer a Deus, mais poderá adorá-lo e mais desejará fazê-lo. O que você aprende de Deus deve sempre motivar a sua adoração. E, de novo, quanto mais você conhece a Deus, mais fervoroso será o seu coração por trás da adoração, e mais profunda será a expressão de sua adoração. É no final de sua longa reflexão teológica sobre Deus que Paulo diz: “Ó profundidade da riqueza, tanto da sabedoria como do conhecimento de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e quão inescrutáveis os seus caminhos!” (Romanos 11.33). O conhecimento dele sobre Deus o levou diretamente a adorar a Deus.

Doutrina nos leva à segurança

Por fim, doutrina nos leva à segurança. Ela protege a igreja. Em Tito 1, Paulo diz que um presbítero deve ser “apegado à palavra fiel, que é segundo a doutrina, de modo que tenha o poder tanto para exortar pelo reto ensino como para convencer os que o contradizem”.  Quando você conhece doutrina, você está habilitado a repreender aqueles que se afastam dela, e você tem a responsabilidade de fazê-lo. Quando você conhece a doutrina, você poderá defender a sua igreja daqueles irão tentar atacá-la. Uma igreja que pouco liga para a doutrina e uma igreja sem pessoas que conhecem e amam a doutrina é uma igreja que será, necessariamente, destruída por todos os ventos de doutrina.


Assim, você tem seis razões para valorizar a doutrina, para estuda-la e conhecê-la.
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Fonte: Reforma 21

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