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30 de jan. de 2017

Livros para você ler no presente ano


Olá pessoal!

Janeiro acaba hoje, mas o ano de 2017 ainda tem mais onze meses. Então se você está chateado por não ter começado suas leituras, ainda dá tempo de ler um bocado. E visando ajudar as pessoas dando algumas indicações, nossa equipe se juntou novamente para recomendar livros que já leram e que consideram importantes. A lista está bem diversificada, com livretos, livros mais densos e até mesmo obra não teológica. 

Sem mais delongas, vamos as indicações!

Thomas Magnum recomenda Oração - Experimentando intimidade com Deus


Timothy Keller é um dos grandes escritores evangélicos do nosso tempo. Seu ministério em Manhattan na Redeemer Presbyterian Church, onde é pastor, tem gerado frutos pelo mundo todo. Seu trabalho como escritor reflete muito do seu trabalho como pastor. Esta obra que indico é um dos mais recentes lançamentos do autor em português da Editora Vida Nova. Um livro que com certeza vale a leitura pela sua característica devocional e teológica. O autor como é de costume em seus livros, inicia falando sobre a realidade e necessidade da oração no coração de todos os homens e empreende uma pesquisa sobre o fator oração com dados interessantes. Depois passa a desenvolver a temática com maestria. Keller trabalha os ensinos bíblicos sobre o assunto, citando  Agostinho, Lutero e Calvino também.

Luciana Barbosa recomenda Evangelização


O livro de J. Mack Stiles é parte integrante da série 9Marcas construindo igrejas saudáveis Seu subtítulo instigante é “como criar uma cultura contagiante de evangelismo na igreja local”. Um livreto de 136 páginas, no entanto gigantesco em conteúdo. Ele o motiva como igreja a anunciar as boas novas de salvação como de fato a Escritura nos ordena a fazer.

Morgana Mendonça recomenda São Basílio - Carta aos jovens sobre a utilidade da literatura pagã




Indico com grande entusiasmo o livro da editora Ecclesiae. Seguido de duas homilias sobre o desapego das coisas mundanas e sobre a humildade. Um livro pequeno, contudo é carregado por uma nobreza admirável. São Basílio foi um grande estudioso, tornou-se bispo de Cesaréia (370), mordomo de uma mente brilhante, seus escritos tem como propósito marcar nosso coração, consequentemente nossa vida. Sua pena desenvolve com maestria argumentos em favor da utilidade da leitura dos clássicos gregos que sofriam muitas críticas devido aos seus elementos contrários à doutrina cristã. Ele ensina como devemos tirar proveito, isto é, reter o que é bom e relevante para a doutrina bíblica. Conselhos virtuosos, princípios morais e grandiosos exemplos de virtudes, tudo isso é apontado por Basílio como sólido conhecimento para o jovem estudioso. Recomendo a leitura, inclusive analítica, desse livro.

Felipe Duarte recomenda Sola Scriptura e o Princípio Regulador de Culto


Brian M. Schwertley é Mestre em Divindade e disserta nesta obra sobre o padrão cúltico reformado à luz das Escrituras. Em outras palavras, segundo o pastor, o Princípio Regulador do Culto abrange não uma maneira entre tantas de cultuar o verdadeiro Deus, nem a melhor ou principal delas. Mas aponta para a única forma de cultuá-lo. Assim, “... os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque são estes que o Pai procura para seus adoradores.” João 4.23

Hugo Wagner recomenda Igreja Intencional


É um livro fruto do ministério 9Marcas do qual Mark Dever é diretor Executivo. O mesmo reflete a atividade ministerial prática da igreja Batista de Capitol Hill, da qual o Mark pastoreia na cidade de Washington, D.C. O livro teve a sua primeira edição em português em 2008, com o titulo “Deliberadamente igreja”, sendo essa a tradução mais fiel ao titulo em Inglês, tendo uma nova edição no ano de 2015 com o titulo supracitado. Nós recomendamos esse livro a todos os lideres e pastores, principalmente aqueles que estão começando o ministério. Entendemos que o mesmo não é uma formula para o sucesso da igreja; mas um manual prático de como administrar a igreja local de forma saudável em todas as suas atividades diárias, tendo sempre e unicamente as Escrituras como fonte e alicerce de todo trabalho. O texto nos conduzirá a um aprofundamento de como devemos organizar e tratar a estrutura da igreja, o seu caráter, a sua forma, o seu conselho Eclesiástico, a sua membresia, a sua adoração e a sua missão proclamadora. Eu entendo que esse livro é um texto necessário para os que desejam uma igreja comprometida com o padrão bíblico, e que querem vivenciar de forma prática e saudável um verdadeiro crescimento.

Thiago Oliveira recomenda Invasão Vertical dos Bárbaros


O livro do filósofo Mário Ferreira dos santos é um manifesto, e denuncia o projeto que busca solapar a cultura através de uma invasão na própria cultura - onde o barbarismo se camufla de civilizado e propaga seus baixos ideais. Dentre o que se denuncia, o autor - que publicou a obra nos idos dos anos 60 - já alertava sobre a exploração da sensualidade, a valorização do corpo em detrimento da mente, a disseminação do mau gosto (como se a estética não tivesse relação com a ética), as acusações contra o cristianismo, as blasfêmias, a leniência com relação aos criminosos, o aumento da juventude transviada, a desvalorização da inteligência, a repetição e a desumanização do homem. Enfim, obra essencial que precisa ser lida e disseminada.

Samuel Alves recomenda A Bíblia e o Futuro


Indico esta obra do Anthony A. Hoekema, editado pela Cultura Cristã, por ser um livro que esclarece alguns temas escatológicos de acordo com a revelação bíblica. Como diz o pastor Jonas Madureira, este é um daqueles livros que você não pode passar dessa vida sem ler.

8 de jun. de 2016

Resenha do Livro Super Ocupado

Por César Augusto

O título do livro é bem chamativo. Vivemos super-ocupados. O livro não é uma fórmula mágica que resolverá a sua vida. O autor deixa isso bem claro: "Não prometo uma transformação total". O propósito do autor é oferecer ideias práticas e conselhos bíblico-teológicos para "enfrentar nossos horários" e proporcionar "muito encorajamento para a nossa alma". A divisão do livro é simples, e ajuda na compreensão:

1) Três perigos a evitar (Cap 2)
2) Sete diagnósticos a considerar (Cap 3-9)
3) Uma coisa que você deve fazer

CAPÍTULO 1

No primeiro capítulo Kevin[1] diagnostica o problema dos tempos modernos, "Vivemos ocupados". Ele relata a história de uma mulher estrangeira que foi viver nos Estados Unidos, e se apresentava como Senhora Busy (ocupada), pois era a palavra que ela mais ouvia em solo americano. O ponto central do capítulo é que, todos nós vivemos ocupados, uns mais e outros menos.

No mundo globalizado, e principalmente nos países industrializados, o ritmo de vida é frenético. Vivemos super-ocupados, reclamamos da falta de tempo, por consequência, não planejamos bem nossos compromissos, desperdiçamos tempo com coisas triviais, e a sensação é de que a vida está nos devorando aos poucos. Sentimo-nos dentro da areia movediça, e, quanto mais tentamos escapar, mais afundamos. Tudo isso gera "stress, irritabilidade, mau humor, negligência", coisas que não são boas para a nossa convivência na família, na igreja, no trabalho e na sociedade.

CAPÍTUL O 2

No segundo capítulo, DeYoung trata de três perigos que devemos evitar: Estar ocupado demais pode roubar nossa alegria;  Ocupação desenfreada pode roubar nosso coração; E o ativismo pode encobrir nossa podridão.

1) Estar ocupado demais pode roubar nossa alegria, pois quem quer fazer tudo, acaba não fazendo nada. Quem tudo quer, nada consegue. Geralmente acordamos tentando "sobreviver, e não servir". O autor utiliza-se do termo, "doença da pressa"[2],  para descrever o quão mal estamos. A frase de Tyler Durden , do filme Clube da Luta, retrata bem a nossa época: "Trabalhamos em empregos que odiamos para comprar porcarias que não precisamos". Trabalhar demais, para comprar coisas demais, não significa que estamos felizes. O único que pode, e deve ser nossa fonte de alegria é Cristo. Lembremo-nos da advertência de Cristo: "Porque, onde estiver o teu tesouro, aí também estará o teu coração" (Mt 6:21.

2) A ocupação desenfreada pode roubar nosso coração. Segundo Kevin, a ocupação mata os cristãos espiritualmente. Não temos limites em nossas vidas. Temos mais oportunidades do que qualquer outra época na história da humanidade. Não havia eletricidade na época de Lutero e Calvino. Jesus não tinha carro para ir de uma cidade para outra.  Nas palavras de Kevin, a ocupação desenfreada é como o pecado: "Mate-o ou ele vai matar você".

3) O ativismo, aliado a moralidade pode esconder a podridão do nosso coração. O moralismo é o pai da falsa santidade. O ativismo pode nos levar a ter reputação, porém, nas palavras do grande pregador Moody, "Caráter é o que você é na escuridão". Enganamo-nos a nós mesmos, se nos esconder atrás do ativismo, principalmente o "ativismo religioso". Deus conhece os nossos corações (Sl 139:23-24).  Ocupação, segundo Kevin, não significa que você "seja um cristão fiel e frutífero". Devemos buscar ser fiéis nas pequenas coisas. Se não somos fiéis nas pequenas coisas, como esperamos fazer grandes coisas? E mesmo que fossemos pastores, pregadores, seminaristas, obreiros ocupados na obra de Deus, é importante a advertência da Escritura: "Somos servos inúteis, pois fazemos apenas aquilo que o Senhor manda" (Lc 17:10). A verdade é que, muitos de nós, nem de inúteis podemos ser chamados, portanto, examinar nosso coração é crucial para não cairmos na armadilha do ativismo.

CAPÍTULO 3

No terceiro capítulo, Kevin trata das várias manifestações de orgulho (1º Diagnóstico) dos nossos corações: querer agradar os outros, a necessidade de aprovação, provar nossa capacidade,perfeccionismo, louvor dos homens entre outras coisas. Como Calvino afirmou, o coração humano "é uma floresta de espinhos". O orgulho é como um "vilão de mil caras". Temos que clamar pela graça de Deus, a fim de que o orgulho seja extirpado dos nossos corações. Segundo o autor, o orgulho se manifesta nos nossos corações, porque "estamos mais preocupados em parecer bem do que fazer o bem". A Escritura é bem enfática: "Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes". (Tg 4:6)

CAPÍTULO 4

Queremos fazer a diferença no mundo, às vezes, temos a síndrome do "super-crente" (2º Diagnóstico). Entretanto, Deus não te chamou para ser um super-crente, como foram Spurgeon, Edwards, entre outros. Deus te chamou para ser fiel, seja nas pequenas ou nas grandes coisas. Kevin diz que o "terror da obrigação total" pode trazer frustrações, decepções e angústia. Como remédio para este terror, ele mostra o exemplo de Jesus.  Nossa missão é servir a Deus servindo as pessoas, valorizando e servindo na Igreja. Orare e Labutare - orar e labutar; Deus dará os resultados conforme lhe aprouver, porém, temos de labutar, trabalhar, não ficar estagnados. Grande é a seara? Sim! Poucos são os obreiros? Sim! Contudo, você não pode fazer tudo. Temos diferentes dons e chamados. Deus usa cada um conforme seus dons, e nisto vemos a "multiforme sabedoria de Deus" (Ef 3:10).

CAPÍTULO 5

Para servir as pessoas, você precisa estabelecer prioridades, este é o terceiro diagnóstico. Kevin dá um conselho prático:

Você tem que estabelecer prioridades. Você não é o Superman. Você não pode ajudar todas as pessoas ao mesmo tempo. Você não pode fazer tudo nem conseguirá fazer tudo. Estabeleça prioridades, prefira as coisas excelentes às coisas boas. Entre servir sua família, ou algum irmão devemos escolher a família. Como disse Paul Washer: "Que proveito tem ao homem, ganhar o mundo, e perder sua família. Se estabelecermos prioridades, poderemos servir melhor- seja nossa família, igreja, amigos, etc.

CAPÍTULO 6

No sexto capítulo, DeYoung trata da puerigarquia, isto é, a noção de que os pais tem que dar tudo para seus filhos, como se o futuro dos filhos dependesse dos pais. O autor cita estudos de autores não cristãos que evidenciam que nos tempos modernos, a vida gira em torno dos filhos, e isto leva os pais a trabalharem demais, e viverem estressados. O futuro dos nossos filhos depende da providência divina. Kevin mostra que, segundo a Bíblia, nossa missão é ensinar nossos filhos sobre Deus (Dt 6:7; Pv 1-9) e discipliná-los (Pv 23:13; Hb 12:7-11).  Não existem pais perfeitos nem tampouco filhos perfeitos. O legalismo pode levar os pais provocar ira em seus filhos (Ef 6:4). O argumento de Kevin neste capítulo é que, o futuro dos nossos filhos depende de Deus. Falharemos, erraremos, pecaremos, porém, Deus é misericordioso e gracioso, tanto para nos dar graça na criação dos pequeninos, como para guiar a vida deles.

CAPÍTULO 7

No sétimo capítulo, Kevin trata dos perigos da internet. Ele diz que estamos deixando a tela estrangular nossa alma. Corremos o perigo de estar viciados, de maneira que a internet controla nossas vidas, e isto pode nos levar a acédia (indolência e esfriamento espiritual). Kevin aconselha que temos de utilizar a internet para nosso benefício, estabelecer limites. Não podemos viver em função da internet.  Ele nos encoraja a utilizar as "tecnologias antigas", isto é, existe vida fora da internet, e temos que viver. Ele encerra o capítulo mostrando que a internet trouxe-nos a falsa sensação de que "somos onicompetentes, oni-informados e onipresentes", porém, isto é uma grande ilusão.

CAPÍTULO 8

No oitavo capítulo, Kevin alerta algo que, muitas vezes, nos esquecemos, precisamos descansar. Deus estabeleceu um dia de descanso na criação. Ele brevemente trata a questão do sábado, dizendo que "a parte mais importante quanto ao mandamento do sábado é que devemos descansar somente em Cristo como nossa salvação". Não entrarei aqui no debate em relação à guarda do Dia do Senhor, uma vez que este assunto é profundo e um livro não seria suficiente para tratar sobre o mandamento. Pontuo aqui que é a tradição da igreja, desde os tempos dos pais da Igreja à guarda do Dia do Senhor. Para aqueles que querem se aprofundar no assunto, podem estudar o período da Patrística, a Reforma Protestante, o puritanismo, as grandes confissões e os catecismos reformados. Kevin diz que "se quisermos continuar correndo, temos de aprender a parar", pois, muitas vezes, "o descanso é o antídoto de que realmente necessitamos". Não podemos misturar trabalho e lazer, levar trabalho para casa. Precisamos relaxar, pois Deus nos deu o sono (Sl 127:2). Kevin cita um sermão de Don Carson: "Ás vezes, a coisa mais piedosa que você poderá fazer é conseguir dormir bem por uma noite - não é orar a noite toda, mas dormir".

CAPÍTULO 9

O nono capítulo é um chamado para abraçarmos o sofrimento. Tal capítulo é um antídoto contra à teologia da prosperidade, que leva as pessoas a pensarem que servir a Jesus é ter uma vida sem problemas, sem doenças, sem provações, sem frustrações entre outras coisas. A vida não é um conto de fadas, se quisermos servir a Jesus precisamos estar dispostos a tomar a nossa cruz  (Mt 10:38 ), ter bom ânimo ( Jo 16:33 ) para vencer o mundo. Se Jesus vestiu uma coroa de espinhos, por que você espera uma vida fácil na terra? Se Paulo e os apóstolos sofreram, por que esperamos uma vida de comodismo?  Como diz Lewis: "o sofrimento é o megafone de Deus". Deus fala por meio do sofrimento". A vida não é fácil para ninguém, passaremos por muitas tribulações e angústias, porém, nenhuma delas se compara ao peso da eternidade que nos aguarda.

CAPÍTULO 10

No último capítulo, Kevin fala da única coisa que precisamos, e temos que fazer. Temos que ter uma vida devocional. Orar e ler a Bíblia diariamente. Kevin diz que "não podemos ficar lendo livros ou escutar sermões o dia todo". E isto é verdade, além da nossa vida espiritual, temos uma vida nessa terra. Temos que trabalhar, levar o lixo para a fora, cuidar dos filhos, ir para a faculdade, entre outras coisas. Todos nós vivemos semanas de loucura, frenéticas, porém, lendo a Bíblia e orando diariamente, Deus cuidará de nós. A coisa mais importante da nossa vida é, segundo Jesus, que "nem só de pão viverá o homem, mas de tudo o que procede da boca do Senhor" (Mt 4:4). Precisamos desesperadamente correr para Jesus, pois num mundo onde todos vivem ocupados, cansados e fatigados, Ele é o único que pode nos dar descanso (Mt 11:28). Encerro esta resenha com as palavras de Agostinho:

"Já li, Sócrates, Platão e Aristóteles, mas em nenhum deles li: Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei".


***

Notas

[1] Kevin DeYoung é o pastor da University Reformed Church em East Lansing, Michigan. Obteve sua graduação pelo Hope College e seu mestrado em Teologia pelo Gordon-Conwell Theological Seminary. É preletor em conferências teológicas e mantém um blog na página do ministério The Gospel Coalition. Ele é autor de vários livros, incluindo Qual a Missão da Igreja, Faça Alguma Coisa, Não quero um Pastor Bacana, Por que Amamos a Igreja e Brecha em nossa Santidade.

[2] "doença da pressa": Terminologia usada por Tim Chester, autor do livro The Busy Christian's Guide to Busyness, [Guia de ocupação do cristãos ocupado]. O autor é citado por Kevin, no segundo capítulo do seu livro, na página 21.

5 de fev. de 2016

Nove Livros Que Você Precisa Ler em 2016



2016 ainda está no seu início. E aqui no país muitos dizem que as coisas só começam para valer depois do carnaval. Mas nós não nos encaixamos nisso, ok. Então: Você já começou ou já concluiu alguma leitura este ano? Não? Por que? Não tem ideia de qual livro começar? Bem, nós facilitamos um pouco para você com 9 indicações de livros que você não pode deixar de ler neste ano.

Confira a lista e boa leitura!


Samuel Alves indica O Espírito Santo


Uma compilação extraordinária do "Príncipe dos Puritanos" John Owen. Um livro que merece ser lido em caráter de urgência. Um clássico que o Owen escreveu para dar uma resposta ao racionalismo dos socinianos, ao misticismo dos quakers e ao fanatismo dos entusiastas que alegavam ter revelações diretas de Deus, heresias que existem em nosso tempo e precisam ser combatidas. Super indico este livro!

Morgana Mendonça indica A Doutrina do Arrependimento


Um livro da editora PES, de um grande orientador espiritual do século XVII, pastor e mestre puritano: Thomas Watson. Esse livro me impressionou e me impressiona todas as vezes que volto os meus olhos à sua leitura. Acredito no sentido de urgência da leitura desse texto, que tanto traz conhecimento como fala ao coração. Arrependimento não é algo muito ensinado nos nossos dias, a leitura afeta o leitor sobremaneira com palavras simples e uma honestidade intelectual vibrante. Uma afetada, como eu, só pode recomendar que seja uma leitura anual e programada.

Hugo Wagner indica Grandes Temas da Tradição Reformada


O livro que gostaria de indicar pra vocês é fruto de uma leitura direcionada, feita nas férias para compor o conteúdo da cadeira sobre teologia dos reformadores que irei aplicar nesse semestre no seminário. Organizado e editado por Donald K. McKim, que é um teólogo reformado, presbiteriano, americano e editor. Esse livro da Editora Pendão Real é um ensaio que nos fará entender os principais temas teológicos da tradição reformada. São textos de diversos autores reformados, que seguem duas categorias: A primeira é de uma investigação e desenvolvimento histórico dos principais temas da reforma. A segunda trata de tópicos teológicos na visão dos reformadores (João Calvino, Martinho Lutero, Ulrico Zuíngliu e outros). O enfoque do livro é teológico com uma orientação histórica da reforma. O autor nos coloca diante de diversos debates ocorridos na historia da tradição reformada dos mais diversos temas.     

Alan Rennê indica A Fábrica de Sonhos da Pixar


Escrito por um pastor protestante, este livro nos ajuda a percebermos as visões de mundo e os valores transmitidos por várias das animações do famoso studio Pixar. Filmes como Os Incríveis, Carros, Vida de Inseto, Up - Altas Aventuras etc. são examinados quanto a assuntos como: coragem, amor, ambição, amizade, família, justiça e muitos outros. Em dias de interação paroxísmica como produções culturais é imprescindível estar por dentro dos valores e filosofias transmitidos via cultura popular.

Luciana Barbosa indica Deus é Soberano


Um livro do grande teólogo A.W.Pink. Com certeza a soberania divina é uma das mais belas doutrinas, mas é também tão mal interpretada e ensinada nas igrejas, Pink traz este ensinamento de maneira fácil e compreensível. Tenho certeza que a leitura correta irá esclarecer e desmistificar o mau ensino da mesma.

Thiago Oliveira indica O Cristão e a Cultura


Esta foi a minha última leitura de 2015 e digo: foi a melhor do ano. O livro aborda a questão da arte, da vocação, do secular e do sagrado, das relações em família, tudo isso e mais um pouco de uma forma coerente e bíblica. O autor, Michael Horton, segue a linha reformada. Quem nunca leu que trate de ler e adquirirá uma excelente cosmovisão para viver no mundo, sem ser do mundo. Recomendaria mil vezes se necessário.

Felipe Duarte indica Introdução à Teologia Sistemática


Muito embora Cheung seja um teólogo pouco apreciado em alguns círculos reformados, seus argumentos nesta obra contém a mesma solidez, elucidativa e peculiar do autor, que vemos presente nos seus artigos. Como o Pb. Solano bem prefaciou: “só nos resta dar boas vindas a este livro”.

Thomas Magnum indica Heresia - Uma história em defesa da verdade


O livro é do conhecido escritor Alister Mcgrath que dispensa apresentações. O estrito trata de forma pontual do desenvolvimento da heresia na história do cristianismo desde os primórdios. O problema das controvérsias cristológicas e trinitárias e os documentos conciliares da cristandade. Um livro importante para quem gosta de áreas como teologia sistemática, heresiologia, história da Igreja, história do pensamento cristão e teologia contemporânea. Um diferencial no escrito de Mcgrath é uma aplicação dos efeitos e causas da heresia não apenas nos contextos teológico e eclesiástico, mas, sua extensão a priori e a posteriori na filosofia, sociedade e política.

Thiago Azevedo indica À Procura de Deus


Um livro do A.W Tozer que aponta as nuances e as entrelinhas da busca do homem moderno por Deus, mas que em meio a esta atividade acaba que criando novos deuses e ocupando o lugar que deveria ser único e exclusivo de Deus. Neste livro o autor permite o leitor sentir de perto a espiritualidade que provém de suas palavras como um verdadeiro desague.

28 de fev. de 2015

Blogs Evangélicos, O Impacto da Mensagem Cristã na Internet

Por Thomas Magnum

É inegável que estamos sob o impacto a nível mundial da internet, as redes sociais são inevitavelmente parte considerável da maioria das pessoas que nos rodeiam, a comunicação instantânea que proporciona rapidez na informação e um mar de dados e conteúdo assombroso. Também é inegável que a fé reformada tem tomado evidente espaço nas redes sociais como facebook, Twitter e Instaram, mas, não podemos e nem devemos negligenciar o papel que os blogs têm tomado nessa proposta de comunicação massiva e o beneficio que tem trazido tanto âmbito informativo jornalístico como nas esferas políticas, jurídicas, religiosas e educacionais.

Resolvi fazer uma resenha sobre o livro – Blogs Evangélicos, O Impacto da Mensagem Cristã na Internet – pela relevância do tema e pela importância do livro publicado pela VCP (Visão Cristocêntrica Publicações) editora ligada a Vinacc (Visão nacional para consciência cristã) já conhecida em todo Brasil principalmente pelo relevante trabalho feito na cidade de Campina Grande na Paraíba com o evento Consciência Cristã, que ocorre anualmente na semana do Carnaval que trás para o Nordeste vários pregadores, cientistas cristãos, professores, músicos e pessoas envolvidas com a obra de Deus em várias instancias e de várias denominações inclusive preletores internacionais como Paul Washer, Josh MacDowell e Norman Gaisler e conhecidos lideres nacionais como Augustus Nicodemus, Solano Portela, Mauro Maister, Russel Shedd, Jonas Madureira, Norma Braga . O evento tem realmente sido uma benção para o Nordeste e para todo o Brasil.

O livro foi organizado por Valmir Nascimento que é jurista e teólogo membro da igreja Assembleia de Deus e juntou um time de primeira para escrever os capítulos do livro em questão. O livro está dividido em quatorze capítulos e trata de temas importantes para todos que estão envolvidos na blogosfera, desde blogueiros experientes à aqueles que desejam abrir um blog e adentrar no mundo virtual e contribuir de alguma forma com a propagação do evangelho. Dentre os autores convidados para o livro temos Renato Vargens, Norma Braga, Vinicius Musselman (Voltemos ao Evangelho), Geremias do Couto, Tiago Santos (Fiel) dentre outros como Leonardo Gonçalves do Púlpito Cristão e uma excelente entrevista com Nancy Pearcey e J.Richard.

Gostei do livro como um todo, mas alguns capítulos me chamaram atenção  - talvez seja por meu interesse por tais assunto. O primeiro capítulo fala sobre a revolução dos blogs seu surgimento e como tem crescido na internet a quantidade de blogs evangélicos e do que eles tratam, um dado interessante é que a gs cristãos voltados para a apologética cristã, o livro vai tratar em outros capítulos também dos pontos positivos disso e dos pontos negativos e questões que precisam ser atentadas e corrigidas na blogosfera evangélica. O terceiro capítulo escrito por Vicínios Musselman também achei muito interessante pelo tratamento dado no relacionamento dos blogs com a igreja, e do comprometimento de quem pretende ter ou já tem blog para com a igreja de Cristo, trata da visão e da finalidade da existência do blog. O capítulo quatro escrito por Tiago Santos que é editor da Fiel também é muito legal, trata da produção teológica dos blogs, como o conteúdo apresentado deve ser tratado e a seriedade de fazer teologia na internet que é um meio midiático muito forte e que deve ser bem trabalhado pela igreja.

O capítulo escrito pela professora Norma Braga também é muito interessante, ela dá uma fundamentação sobre a liderança intelectual na blogosfera a partir da obra de Francis Schaeffer, ele como talvez um dos maiores lideres intelectuais de nosso tempo mais que ninguém se estivesse vivo teria um blog e mesmo assim sua produção literária principalmente na área cultural e filosófica são realmente um legado para a nova geração. O capítulo dez também considero de extrema importância no livro, escrito por Uziel Santana que também é jurista e fala sobre o marco civil para internet e controle da mídia internautica, ele nos mostra os parâmetros e o que pode e não pode na rede. Temos outros capítulos interessantes também, exemplo é o de Geremias do Couto sobre a potencialização dos blogs e também sobre evangelização e guerra cultural escritos por  Wilma Rejane e Valmir Nascimento respectivamente. O pastor Renato Vargens também escreveu um interessante capítulo sobre a relação ou transição do blog para editoras, na grande maioria dos casos os blogueiros tem vontade de publicar seu livro, Renato Vargens dá algumas dicas legais sobre isso e como aconteceu com ele. Mostra como utilizou suas postagens para dar forma a muitos de seus livros. O livro chega ao fim com um capitulo que mostra como criar um blog com Elizeu Gomes, dando dicas importantes sobre como criar e estruturar sua plataforma. Por último temos as entrevistas com Nancy Pearcey e J. Richard que também usam desse meio de transmissão de conhecimento para alcançar seu público e serem lidos.

Minhas considerações finais sobre o livro: leia-o. Uma produção nacional que de fato não tem como abarcar todas as questões problemáticas que temos com fatos relacionados a rede, mas, que trabalha desde a parte do conteúdo a ser distribuído nos blogs como ética, vida espiritual, seriedade teológica, traz algumas ressalvas sobre problemas concernentes a certos casos de debates e muito mais. A grande questão não é a restrição de conteúdo ou desmotivar ninguém, mas trazer uma visão cristã comprometida com a verdade da Palavra de Deus e um serviço prestado a igreja e a sociedade de forma excelente para a glória de Deus.