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30 de out. de 2015

Breve História do Movimento Reformado (Calvinismo)


Neste vídeo, o Dorisvan Cunha trata da chamada segunda fase da reforma, iniciada com Zuínglio na Suiça, mas consolidada por João Calvino, daí muitos usarem o termo calvinista para se referir aos reformados. Assista! 


13 de out. de 2015

O Sentido da Vida

Por Dorisvan Cunha
SER HUMANO significa estar em constante busca por sentido. Dentro de cada um de nós existe uma grande sede por felicidade. Somos passageiros! Nossa vida aqui é um mero piscar de olhos, e enquanto viajantes nesta estação, precisamos encontrar uma âncora definitiva onde possamos depositar os anelos de nossa alma. Todos nascem com esse forte desejo e não podemos fingir que ele não existe. Sim, ele está lá, nas profundezas do nosso ser. A eternidade está dentro de nós.

29 de abr. de 2015

Livros indicados para jovens cristãos


Nossa Equipe, agora reformulada, continua com a tradição de indicar livros. Desta vez, o alvo é a juventude cristã brasileira. Visando a edificação de nossos jovens, cada membro do Electus recomendou uma obra que auxiliará o jovem cristão em sua caminhada. A Bíblia ainda é a autoridade máxima, todavia, é sempre bom ler obras de autores bíblicos e piedosos. Pois bem, leia cada indicação, tome nota e vá as compras. 

30 de out. de 2014

Reforma na Escócia

Por Dorisvan Cunha

Antes do estabelecimento da Fé Reformada na Escócia, a Igreja Católica Romana estava totalmente corrompida e pervertida em sua maneira de cultuar a Deus e em sua forma de governar a igreja. Nada muito diferente dos movimentos neo-pentecostais de nossos dias.

Os estudiosos nos contam que naqueles dias as pessoas se curvavam diante de imagens de esculturas e adoravam inúmeros objetos de culto, abominados pela palavra de Deus. Os mártires, os apóstolos e a virgem Maria também eram cultuados. 

A igreja estava abarrotada de invenções de homens, e, portanto, completamente fora dos padrões que os apóstolos nos legaram. A igreja na Escócia estava no caos e precisava urgentemente de uma intervenção verdadeiramente reformada.

E nesse ambiente de total apostasia, aprouve ao Senhor Deus levantar um corajoso e destemido homem chamado John Knox. Knox era Discípulo de João Calvino, e veio com a finalidade de trazer o povo de volta ao Testemunho dos apóstolos. Knox era homem corajoso e ousado, muito diferente de alguns líderes covardes de nossos dias. Por sua coragem e bravura, enfrentou as corrupções do catolicismo Romano, e lutou incansavelmente para purificar a igreja e a nação das corrupções da falsa adoração.

A história foi mais ou menos assim:

Por conta da severa perseguição aos Protestantes na Escócia, Knox foi forçado a fugir do seu país. Nesse período ele foi para Genebra onde João Calvino estava balançando a cidade com a obra da reforma. Como aluno de Calvino, John Knox aprendeu acerca do verdadeiro Evangelho de Jesus Cristo, em especial sobre a forma de governo bíblico e os princípios básicos da adoração cristã.

Pelo fato de ter percebido que eram ideais absolutamente apostólicos, e, portanto, validados pela Palavra de Deus, Knox abraçou tais ideais e decidiu lutar por eles. Dezembro de 1557 foi um período importante, pois foi nesta época que os nobres escoceses fizeram um pacto de usar suas vidas e bens para estabelecer "a Palavra de Deus" na Escócia. E nessa conjuntura, Knox iria voltar para implantar o calvinismo e fundar a igreja presbiteriana escocesa.

Em 1559 ele retornou e no ano seguinte, o parlamento escocês estabelecia a Igreja da Escócia, a igreja Presbiteriana. John Knox fez severa oposição à rainha católica Maria Stuart (1542-1587), que era prima de Elizabete. Isso de tal maneira que alguns anos mais tarde, Maria teve de fugir e buscar refúgio na Inglaterra, onde acabou sendo executada por ordem da própria Elizabete, em 1587.

Da obra de Knox, gostaria de destacar dois pontos importantíssimos:

1 – Primeiro: Foi então na Escócia de John Knox que surgiu o conceito de “presbiterianismo” que diz respeito à forma de governo da igreja. Obviamente, os reis ingleses e escoceses não eram simpatizantes desta forma de governo, pois sempre defenderam o episcopalismo.

O episcopalismo é aquele forma de governo onde a igreja é governada por bispos, e os reis ingleses amavam essa idéia, uma vez que os bispos eram nomeados pelos reis, e com isso, a Igreja seria mais facilmente controlada pelo estado e serviria aos interesses da Coorte. Porém, fundamentado no testemunho dos apóstolos, e com uma mentalidade agora verdadeiramente reformada, Knox insistiu que a forma de governo do Novo Testamento é Presbiteriana, o que significa que a igreja deve ser governada por oficiais eleitos pela comunidade, e não pelo estado.

Como era de se esperar, portanto, o estabelecimento do modelo Presbiteriano de governo não foi fácil. Foi somente após um longo e tumultuado processo que o presbiterianismo implantou-se definitivamente na Escócia.

2 – Em segundo lugar, destaco os esforços de Knox em relação à pureza do culto público. Knox condenou abertamente as práticas da igreja e mostrou ao povo os erros grotesco da igreja em relação à adoração. Knox acreditava que Somente a Escritura deve ser o guia para a adoração pública. Sendo assim, todas as práticas que não são validadas pela Palavra de Deus, devem ser repudiadas e abolidas. Assim, Knox apresentou à igreja uma forma de adoração totalmente bíblica.

O culto passou a ser então, uma atividade corporativa, onde as pessoas de fato estavam envolvidas. O latim foi substituído pelo inglês, de modo que todos podiam entender o que estava acontecendo na celebração. A Bíblia foi traduzia e entregue nas mãos do povo. Agora todas as igrejas tinham uma Bíblia em inglês e a expunham regularmente para que até mesmo aqueles que não podiam ler, pudessem se fossem beneficiados. A mensagem da cruz passou a ser uma mensagem simples, sem a implementação de aparatos papista. Os Salmos passaram a ser cantados e a igreja se tornou totalmente comprometida com Palavra de Deus.

Estou convencido de que hoje, no século 21, precisamos urgentemente de uma nova reforma. Isso porque, infelizmente, a grande ênfase é naquela forma de culto ditada pelo gosto do freguês e não pela autoridade da Palavra, o que leva muitas denominações introduzem elementos estranhos na adoração do Senhor.

Em nossos dias, Deus se transformou em um objeto de manipulação dos adoradores extravagantes.

Vemos nos cultos de hoje campanhas políticas, distribuição de amuletos da sorte e muitos outros aparatos pagãos repudiados pela Palavra de Deus. A fiel pregação foi substituída por piadas motivacionais e o resultado é que a igreja se paganizou e se afastou totalmente do ideal da Reforma protestante.

Mas, com Knox aprendemos que o homem por si mesmo não pode decidir como Deus deve ser adorado. Somente Deus pode determinar isto. E se isso é verdade, então, as práticas pagãs dos movimentos neo-pentecostais, precisam ser condenadas e abandonadas urgentemente. Como disse Paulo, “é preciso fazê-los calar, porque andam pervertendo casas inteiras, ensinando o que não devem, por torpe ganância”. Somente o que Deus ordenou em sua palavra deve ser levado a sério e defendido como parte da adoração de Deus.

Permaneçamos firmes e não negociemos o que recebemos a preço do sangue de milhares de mártires.

17 de out. de 2014

Nisto Creio: A relação da Igreja com o Estado

Por Dorisvan Cunha

1.  Creio* que o Senhor Deus, o Supremo e Rei de todo o universo, para sua própria gloria e para o bem da civilização humana, constituiu sobre o povo autoridades civis. O apóstolo Paulo diz em Romanos 13 que não há autoridade que não proceda de Deus e as autoridades que existem foram por ele instituídas[1].

2.  Creio que o governo é ministro de Deus não só para fazer o bem, mas, também, para exercer o juízo de Deus sobre os transgressores da lei do país. Isso significa que se opor deliberadamente à autoridade é resistir à própria ordenação de Deus[2], de modo que aqueles que entram por este caminho trarão sobre si mesmo condenação.[3]

3.  Creio que, para a manutenção da paz e da ordem, o próprio Deus armou os governantes com o “poder da espada” afim de que estes possam defender e incentivar os bons e punir os perversos.[4] Mas, não devemos esquecer de que devemos sujeitar-nos às autoridades não por medo da punição, mas por dever de consciência.[5]

4.  Creio que o cristão pode e deve aceitar e exercer um cargo político, se porventura for para isso chamado. Nesse cargo público o cristão deve manter uma ética bíblica, caracterizada pela piedade, justiça e paz segundo as leis do Estado. Creio que o político que usar seu mandato para roubar os cofres públicos e desviar os recursos que deveriam ser usados para o suprimento das necessidades do povo, deve ser repudiado e denunciado como corruptor da nação.[6]

5.  Creio que os magistrados civis não podem de modo algum intervir na vida da Igreja do Senhor. Não devem tomar para si a responsabilidade daadministração da palavra de Deus e dos santos sacramentos. Creio também que nosso Senhor Jesus Cristo constituiu em Sua Igreja uma forma de governo e um sistema de disciplina que não podem ser violados. Portanto, nenhuma lei de qualquer Estado deve proibir, impedir ou embaraçar a igreja do exercício dessas ordenanças entre os membros, afinal, foram entregues à Igreja e não ao Estado.

6.  Creio que o estado deve proteger a Igreja, sem dar preferência a qualquer denominação cristã, e isso na intenção de que todas, sem distinção, desfrutem de plena liberdade para cumprir suas sagradas funções. Entendo que a relação entre a Igreja e o Estado deve ser de respeito e não de subserviência, afinal, Deus instituiu a família, a igreja e o Estado para que haja ordem na terra e justiça entre os filhos dos homens.

7.  Creio que é dever das autoridades civis proteger a pessoa e o bom nome de cada um dos seus jurisdicionados, de modo que a ninguém seja permitido ofender, perseguir, maltratar ou injuriar qualquer outra pessoa; também as autoridades devem providenciar para que todas as assembleias religiosas e eclesiásticas possam reunir-se sem serem perturbadas ou molestadas.[7]

8.   Por fim, creio que os crentes devem orar pelas autoridades, honrá-las, pagar-lhes tributos e outros impostos, obedecer às suas ordens legais e sujeitar-se à sua autoridade, e tudo isto por dever de consciência. Creio que quando o estado é justo, não há nada que justifique nossa rebeldia ou que anule sua justa e legal autoridade.[8] No entanto, quando o estado é corrupto, e inverte a ordem natural das coisas, passando a promover o mal e a proibir o bem, chamando luz de trevas e a trevas de luz, cabe a nós, como servos do Senhor, alertar as autoridades a voltarem à sua verdadeira função. E se, porventura, o estado quiser nos impor leis injustas, forçando-nos a desobedecer a Deus, a desobediência civil não será apenas um direito, mas um dever de todo cristão. Cabe-nos, portanto, agir como os apóstolos de nosso Senhor que disseram: “Antes, importa obedecer a Deus do que aos homens” (At 5.29).

Pelo Reino de Cristo,

Dorisvan Cunha

*Este "credo" foi elaborado à partir do capítulo XXIII da Confissão de Fé de Westminster.
[1] Rm 13.1-4
[2] Rm 13.2
[3] Rom. 13:1-4; I Ped. 2:13-14.
[4] 1 Pe 2.14
[5] Romanos 13. 5
[6] Prov. 8:15-16; Sal. 82:3-4; II Sam. 23:3; Luc. 3:14; Mat. 8:9-10; Rom. 13:4. 
[7] Heb. 5:4; II Cron. 26:18; Mat. 16:19; I Cor. 4:1-2; João 15:36; At. 5:29; Ef. 4:11-12; Isa. 49:23; Sal. 105:15; 11 Sam.23:3.
[8] I Tim. 2:1-3; II Ped. 2:17; Mat. 22:21; Rom. 13:2-7, e 13:5; Tito 3:1; I Ped. 2:13-14, 16; Rom. 13:1; At. 25:10-11; II Tim. 2:24; I Ped. 5:3.