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22 de ago. de 2016

Ana Paula Valadão e a Egolatria de uma Igreja Enferma

Por Thiago Oliveira

“Queixo pra cima, Princesa! Rainha! Senão a coroa cai”. Essa é uma frase “mantrica” que se repete numa música* cantada por Ana Paula Valadão num evento da Igreja Batista da Lagoinha. Além da sofrível melodia, que parece canção de programa infantil, a letra é terrível. Num templo que foi pintado de preto e que teve o púlpito retirado, a celebração é do homem para o homem. A líder do grupo Diante do Trono, no meio da música manda um “celebre a sua identidade, mulher”. Como se essa bizarrice não bastasse, ainda há uma coreografia no qual uma senhora é coroada e dança com aquela típica coroa de debutante. Além de deturpar o evangelho, precisa ser tão brega assim?

A grotesca egolatria evangélica, recheada de eventos em que Deus é apenas subserviente, sendo invocado para atender os caprichos de “crentelhos mimados”, chega ao seu ápice quando ao invés de utilizar o momento do louvor para bendizer o nome do SENHOR, e enaltecer seus atributos, um grupo passa a exaltar qualidades humanas. Numa parte da canção, no qual insta as mulheres a se lembrarem do que são, há uma lista de qualidades, dentre elas: bonita, inteligente, sábia, paciente, humilde, submissa, mansa, obediente, respeitadora, encorajadora e etc...etc...etc. Também se exalta o fato da mulher orar e jejuar, redundando em mais um adjetivo elogioso, que seria “fervorosa”.

Não tive como não recordar a parábola que Jesus conta sobre a oração do fariseu e do publicano. O primeiro exalta a si mesmo por conta do cumprimento de atividades religiosas. O segundo apenas bate no peito clamando por misericórdia, reconhecendo sua pecaminosidade. Cristo nos diz que foi o publicano quem saiu justificado diante de Deus (Leia a parábola em Lucas 18. 9-14). No evangelho não existe espaço para autoglorificação. Nós devemos nos lembrar de que somos pó, que nossa vida é como um sopro e ai de nós se não fossem as misericórdias do SENHOR sobre quem somos. Sendo assim, que negócio é esse de “celebre quem você é”?

O que a Ana Paula Valadão promove vai de encontro com o padrão de humildade prescrito na Bíblia. Ora, para quê essa necessidade de autoafirmação? Pelo que dá a entender, a intenção é levantar a moral de mulheres que estão deprimidas, desiludidas da vida. Precisamos ter amor por tais e procurar ajuda-las a atravessar momentos de dificuldade - talvez um surto depressivo? Sim, devemos. Mas faremos isso apoiados na Palavra, buscando exaltar o nome do Senhor ao invés do nosso. Transformar uma pessoa depressiva numa narcisista não é a solução adequada, muito pelo contrário, só aumenta o prejuízo. Uma pessoa que precisa lutar contra a depressão deve se amar, mas o amor em primazia deve ser dado a Deus. Este é o primeiro grande mandamento. Ademais, amar-se não significa viver caçando elogios ou vangloriando-se pelas suas qualidades. Assim como a humildade - segundo a Bíblia - não significa negá-las. Então, o que vem a ser uma pessoa humilde? Tim Keller responde com a seguinte afirmação:

“A pessoa verdadeiramente humilde não é aquela que se odeia ou se ama, e sim a que tem a humildade do Evangelho. É uma pessoa que se esquece de si mesma e cujo ego é igual aos dedos dos pés. Eles simplesmente exercem sua função. Não imploram por atenção”.

Ao contrário do que muitos pensam, não tenho prazer em escrever esse tipo de texto. Mas mesmo não gostando, me sinto no dever de expor o falso evangelho, até porque ele resulta numa adoração a um deus falso. Sabe qual o nome disso? Idolatria! E a igreja evangélica, de modo geral, tem se especializado em idolatrar o ser humano. Isso é resultado de uma má compreensão da Escritura, que por sua vez, resulta em púlpitos adulterados, em que apesar de ter um pastor e uma Bíblia aberta, prega mensagens moralistas e de autoajuda, massageando o ego de uma geração acomodada e materialista. Quando a pregação expositiva e fiel da Escritura e a sã doutrina são deixadas de lado, a igreja – mesmo aparentando crescimento devido ao seu aumento numérico – está desfalecendo. Está gravemente enferma.

Mulheres e homens não devem colocar queixo pra cima. O mais propício é que ele fique baixo, encostado ao peito. E com a fronte e os joelhos prostrados, nossa oração deve ser a seguinte: “Senhor, diante de ti eu sei que nada sou, mas por Tua graça, livra-me de todo mal. Inclusive, livra-me de mim mesmo e dos maus desejos que afloram de minha natureza pecaminosa. Santifica-me na verdade. A Tua palavra é a verdade, e nela quero me aprofundar. Reina em mim, senhor Jesus. Amém”.

Não queiramos ser tidos por príncipes ou reis. Almejemos o status de servos bons e fiéis, pois, são estes que estarão na presença do verdadeiro Rei, desfrutando das benesses do seu reino. Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo. Como era no princípio, agora e sempre.
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*Veja, se estiver estômago forte: clique aqui

20 de jul. de 2016

Por que a ideologia é idolátrica?

Por Thomas Magnum

Introdução

Ao tratarmos de ideologia, tratamos - sem sombra de dúvida - do estabelecimento de uma cosmovisão que pretende exercer domínio sobre um grupo, religião, sociedade, país ou meramente sobre o indivíduo no claustro de si e dominado pela ideia de domínio do que o cerca por meio da construção e do empreendimento engenhoso de um conjunto de ideias e discursos autorrealizáveis beirando a profecia “auto-cumprível”.

Notemos que a ideologia como dizia Marx é um vestido de ideias que procura estabelecer um contorno determinante e religiosamente seguido para o sucesso do que foi planejado. Vemos com isso que a ideologia exerce então certa dosagem de engenharia da ideia.

Idea + Logos = Telos

Tratando de ideologia, discorremos sobre o vislumbre[1] e cumprimento de ideias estabelecidas, pois, ideologia nos fala de discurso das ideias. O logos, nos fala de articulação lógica das ideias. No sentido político, a ideologia é uma articulação lógica do que se pretende alcançar e fazer. Toda ideologia visa um telos, e para que esse telos tenha sucesso no cumprimento, ele precisa de meios e anteriormente precisa-se de ter um a priori, um pressuposto. O telos é o propósito último de uma ideia, discurso, doutrina, religião, ou qualquer que seja o ponto onde está centrado o discurso, todo discurso tem um objetivo, ainda que o objetivo seja não ter objetivo.

A Lógica na Ideologia

Temos aqui claramente a lei da contradição, um discurso não visa não pretender nada, isso é lógica (logos), a lógica pretende organizar, dinamizar e apontar para um tipo de bem a ser alcançado com o discurso, ainda que esse bem não seja para ambos – emissor e receptor. O projeto do discurso lógico na ideologia visa o cumprimento da lógica, lógica estabelecida pela ideia, que pretende chegar ao telos. Diz Olavo de Carvalho: Uma ideologia é, por definição, um simulacro de teoria científica. É, segundo a correta expressão do próprio Marx, um "vestido de ideias" que encobre interesses ou desejos[2]. 

Ainda dentro do universo ideológico concebe-se que

A estrutura interna do pensamento ideológico caracteriza-se pela compressão forçada da realidade para dentro de uma única dimensão, portanto pela recusa ou proibição de examinar os fatos e aspectos que não caibam no padrão escolhido[3].

A Estrutura Fundacional de uma Ideologia

É verdade que a ideologia monta-se em bases pseudoverdadeiras. Há falsificação de no discurso com o fim de manobrar as circunstâncias para uma montagem circunstancial que promova o cumprimento do ideal proposto no logos teleológico[4].

Em geral os fundadores de uma ideologia sabem que ela é objetivamente falsa. Não a defendem porque creem que ela descreve acuradamente a realidade, mas porque esperam que, se um número suficiente de pessoas acreditar no que dizem, a conduta delas se tornará mais previsível e manipulável na direção desejada. Toda ideologia é nesse sentido uma profecia autorrealizável: ela visa a criar as próprias condições sociais e psicológicas que lhe darão retroativamente uma aparência de veracidade. Mas no fundo a ambição dos ideólogos fundadores é transcender a distinção de aparência e realidade, fazendo com que esta copie tão bem aquela que se torne indiscernível dela e acabe por se transformar nela efetivamente. Essa ambiguidade inata do pensamento ideológico escapa geralmente à quase totalidade dos seus aderentes e seguidores, sendo uma espécie de segredo originário bem guardado pelos fundadores e só acessível, em cada geração, a uma reduzida elite de seus discípulos mais talentosos e clarividentes[5].

Ideologia, Soteriologia e Escatologia

Dadas as condições acima mencionadas para formulação da ideologia temos então um quadro interessante a ser analisado e ponderado com profunda observação não apenas por um prisma da filosofia política como por um prisma da teologia política que vai estabelecer uma base divergente no processo de exposição do bem-estar humano em contraparte com as tentativas da ideologia. A ideologia vai propor uma esperada redenção que somente se dará através da adesão ao discurso e a luta para tal instauração ideológica. A ideologia irá exigir um posicionamento no que se refere ao espectro do discurso lógico que se deflagra um “evangelho” boas novas para oprimidos e grupos minoritários, que em muitos casos se transforma de oprimido para opressor, logo a lógica da ideologia é de domínio soberano e aniquilação do inimigo que se opõe ao discurso escatológico da pauta em questão. Ainda nos diz Koyzis:

[...] vejo as ideologias como tipos modernos do fenômeno perene da idolatria, trazendo em seu bojo suas próprias teorias sobre o pecado e a redenção. Desde o início de sua narrativa, a Escritura denuncia o culto aos ídolos, falsos deuses que os seres humanos criaram. Como as idolatrias bíblicas, cada ideologia se fundamenta no ato de isolar um elemento da totalidade criada, elevando-o acima do resto da criação e fazendo com que esta orbite em torno desse elemento e o sirva. A ideologia também se fundamenta no pressuposto de que esse ídolo tem a capacidade de nos salvar de um mal real ou imaginário que há no mundo[6]

Ideologia Política e Imaginação Totalitária

A política é alvo da construção ideológica e assim compreendida de forma errada, o que era para ser voltado para o bem comum começa a girar em torno de uma facção, um grupo que articula ideologicamente para estabelecer centros de poder dominante na sociedade assim foi com os regimes socialistas na China, Alemanha e Rússia, para citar alguns países. Razzo nos diz que:

A relação entre os conceitos de política e de imaginação pode gerar uma variedade de modos de compreensão e abrir uma série interessante de perspectivas a respeito do seu significado. Quando vinculada à política, toda compreensão corre o risco de se tornar ideológica na medida que se reduz a variedade da compreensão a uma unidade inequívoca, a partir da qual se presume  ser a única forma – correta e inegociável – de atividade política[7].

Toda construção ideológica é uma caricatura e uma distorção do cristianismo. A ideologia perpetra uma redução da realidade, a ideologia se fundamenta cumprível”. Portanto há na ideologia uma soteriologia que emana do discurso axiomático que ela se vale por seu pressuposto salvífico imaginário. Com isso também se vale a ideologia de uma escatologia autocriada e buscada pela guerra cultural e ideológica. Como então pode um cristão aderir ideologias?

Percebamos que a construção de uma ideologia transita por fatores religiosos, temos estabelecida uma guerra de questões não apenas políticas, mas metafisicas e teológicas. A realidade e o futuro são objetos do empenho ideológico. O Cristianismo não convive com isso. O Cristianismo é exclusivista e possui uma cosmovisão particular e reinante. Toda ideologia é quebra do primeiro e segundo mandamentos do decálogo. É a divinização de um ídolo e a reconfiguração de uma adoração a ele. É um rompimento com o mandamento de adoração e submissão àquele que governa soberanamente. 

Ideologia e Domínio

Pelo que já vimos até aqui fica evidente que a intensão última da ideologia é o domínio de ideias contrárias a ela, estabelecendo métodos de centralização e atração de poder para si. A ideologia acaba agindo de forma totalitária tomando e estabelecendo princípios para toda a vida humana individual e em sociedade. Podemos fazer uma ligação teológica interessante no que se refere aos axiomas.

Axiomas – Ontológico e Epistemológico

A ideologia vai lidar com axiomas, quando esta estabelece um axioma ontológico que se refere ao ser, ela obstrui e substitui a divindade, ou seja, temos no cristianismo dois axiomas básicos para a compreensão filosófica da fé cristã e como isso se desenvolve no âmbito da teologia e da filosofia política por um prisma cristão. O axioma ontológico do cristianismo é Deus. O axioma epistemológico do cristianismo é a Escritura. A ideologia vai substituir esses axiomas, estabelecendo uma nova fundamentação filosófica que perpasse a vida humana e redima os flagelos e moléstias sociais. Temos então uma clara estabilização de falsos deuses para uma cosmovisão. Por isso toda ideologia é idolatria.

Conclusão

Os fundamentos da ideologia não são apenas filosóficos, são religiosos. A busca por soluções redentoras e escatológicas ultrapassam os limites da função da política no mundo. A ideologia é uma violação explicita dos dois primeiros mandamentos do decálogo o que é idolatria.





[1] No conceito de ideia temos uma busca e uma mentalização do algo que ainda não é. A idealização gera o vislumbre, o vislumbre e a idealização são inevitavelmente fundamentados por axiomas ontológicos e epistemológicos. O que vai intermediar a ideia entre os axiomas são as pressuposições.

[2] http://www.olavodecarvalho.org/semana/confronto.htm

[3] http://www.olavodecarvalho.org/semana/070910dc.html

[4] O termo que uso por logos teleológico refere-se a um discurso que se esmera a uma finalidade de cabal cumprimento, via de regra a luta para que esse cumprimento ocorra procede de regimes totalitários.

[5] http://www.olavodecarvalho.org/semana/070910dc.html

[6] Koyzis, David. Visões e Ilusões Políticas. 2014. São Paulo, ed. Vida Nova, p.18.

[7] Razzo. Francisco. A Imaginação Totalitária. Ed. Record, Rio de Janeiro. 2016, p.9.

16 de mai. de 2016

Sexo, poder e dinheiro: cuidado com quem domina você

Por Mark Jones

Se você quer saber quem domina você, descubra quem você está proibido de criticar” (Voltaire)

Se as três irmãs da graça são fé, esperança e amor, também podemos dizer que as três irmãs da carne são sexo, poder e dinheiro.

Anos atrás, eu fui alertado sobre essas irmãs da carne.

Todos nós somos constituídos de maneira diferente em corpo e alma. E nossas constituições naturais alimentam desejos particulares, pois o corpo e alma possuem um relacionamento orgânico entre si. Além disso, a posição social de uma pessoa também tem implicações para os tipos de pecado que ela comete: aqueles que são prósperos são inclinados a certos pecados, aqueles que são pobres a outros. Aqueles que têm grande intelecto são inclinados ao orgulho. Os pais devem ser cuidadosos antes de chamar seus filhos de o próximo Einstein.

Certos pecados são mais dominantes em diferentes estágios da vida. Uma criança possui um coração que será inclinado a certos pecados somente mais tarde. Além disso, os desejos pecaminosos dos indivíduos duram de acordo com suas variadas vocações. Judas roubou porque ele era pecador, e também porque, como tesoureiro, foi colocado diante de uma oportunidade fácil de roubar.

Para responder à objeção de que certos pecados são contrários a outros e que os homens não são dados a todos os tipos de cobiça, Thomas Goodwin explica que as pessoas são inclinadas a diferentes pecados em diferentes estágios de suas vidas. Assim, o jovem pródigo pode tornar-se cobiçoso quando for idoso. Também é verdade que algumas pessoas têm antipatia por certos pecados, mas essa antipatia não é moral, mas física, “ou porque seus corpos não suportam ou por algum outro incômodo que eles veem naquilo” (Goodwin). Um hipocondríaco pode não visitar uma prostituta por temor de ficar doente, em vez de temor de Deus.

A tentação para Davi ter Bate-Seba foi fortalecida pelo fato de que ele podia ter Bate-Seba. Essa tentação para a lascívia foi obviamente diferente para Davi quando ele era velho. Se nós pudéssemos ter qualquer mulher que quiséssemos, provavelmente lutaríamos muito mais com tentação sexual do que fazemos. O quaterback bonitão da universidade normalmente tem tentações maiores com mulheres que o capitão-assistente da equipe de xadrez.

Talvez nós devamos agradecer a Deus agora porque não somos particularmente atraentes ou bonitos; nós podemos agradecer a Deus porque não desfrutamos de muito sucesso; nós podemos descobrir um dia que ele nos manteve pobre (ou com a aparência relativamente mediana) para nos salvar e guardar de muitos pecados.

Nós podemos não achar que dinheiro é tentação até que a porta para o dinheiro se abra um pouquinho. Logo, como um leão provando sangue pela primeira vez, a porta se abre, nossos bolsos começam a ficar cheios daquilo que nos controla, e estamos indefesos contra a putrefação que se iniciou. Tudo isso para dizer que não sabemos o quanto amamos o dinheiro até que se torne realmente uma tentação real. Fique alerta: aqueles que lhe dão dinheiro provavelmente também controlam você de alguma forma. E, assim, você rapidamente é incapaz de criticá-los de qualquer maneira, forma ou jeito. Você se torna cada vez mais cego, como os ídolos a quem você serve (Sl 115). Eu fico feliz que meu empregador é a igreja local e nenhuma organização tem controle sobre mim porque me pagam um monte de dinheiro.

Nós podemos não achar que amamos o poder até que tenhamos um gosto do poder. Tudo o que eu tenho visto até agora em círculos reformados tem somente me convencido que não somente o dinheiro corrompe, mas o poder corrompe ainda mais. De fato, quanto mais dinheiro, mais poder. Aqueles que estão no poder podem rapidamente cultivar uma cultura do medo. Como Voltaire disse, “Se você quer saber quem domina você, descubra quem você está proibido de criticar”. Eu acho que alguns de nós poderiam achar esse exame bastante desconfortável.


M’Cheyne disse bem: “As sementes de todos os pecados estão em meu coração e talvez o mais perigoso é que eu não as vejo”. Imagine ter amigos que realmente desafiarão você e lhe dirão que você está sendo estúpido!

***

Fonte: Reforma21

16 de nov. de 2015

O Messianismo Político: a errada busca da redenção pelo Estado

Por Thomas Magnum

É interessante o fato de todas as vezes que um país atravessa crises políticas o povo desperta interesses por dois campos de conhecimento que são importantes para o gerenciamento de um país: Administração pública e Economia. Em face de como somos afetados diretamente pelos problemas ocorridos nesses âmbitos há uma valorização e demanda por conhecer melhor essas áreas. Por isso temos uma grande procura por sites de notícias voltados para política e economia, um acompanhamento maior de noticiários voltados a esses campos e os problemas que envolvem ambos e também a venda e compra de periódicos voltados as áreas de negócios, política e economia em geral ou com alguma segmentação específica atendendo a um mercado plural e repartido que busca informação desesperadamente e claro à medida que busca essa informação gera acréscimos ao mercado, notícia é mercadoria, é produto.

14 de set. de 2015

Marxismo-Cristão: Uma contradição alarmante

Por Thiago Oliveira

1. Para Início de Conversa

Esse é o tipo de texto que me deixa feliz ao escrever, pois tratarei de campos do saber que muito me agradam discutir e que fazem parte da minha formação acadêmica. Com graduação em História e especializado em Ciência Política, conheço e estudei o marxismo sob a ótica de diversos teóricos favoráveis e contrários às ideias difundidas por Karl Marx - esta figura controversa. Sou da opinião de que algo da sua leitura acerca das relações entre empresários e trabalhadores (no contexto da Revolução Industrial) não pode ser totalmente desprezada, no entanto, creio que sua desgraça foi reduzir todo o fluxo da História apenas à questão econômica. Também acredito que ele não conseguiu escapar de algo que tanto atacou: a ideologia. O mais irônico é ter as suas ideias utilizadas como uma religião. A tragédia marxiana foi denunciar o ópio da religiosidade e acabar vendo seus seguidores produzindo uma droga sintética chamada marxismo-leninismo[1].

18 de ago. de 2015

O que acontecerá quando seu deus morrer?

Por Thiago Azevedo

A pergunta é bem sugestiva quando entendemos que todos os seres humanos elegem seus deuses. Ou seja, aquilo que será seu baluarte durante o tempo em que sua vida durar. Uns se apegam ao dinheiro e depositam neste toda sua confiança, outros se apegam ao patrimônio deixado pelos seus familiares no passado, outros se apegam à capacidade intelectual que possuem, etc. O reformador João Calvino já havia identificado que o coração do homem não passa de uma fabrica de ídolos. Timothy Keller, ao escrever o livro “Deuses falsos”, teve a mesma percepção. Paul Freston no seu polêmico livro “Religião e Política sim; igreja e estado não” intitula o capítulo quatro da seguinte forma: “Não temos santos, mas criamos ídolos”, isso se referindo aos cristãos evangélicos. A Bíblia nos mostra em diversas passagens que de fato o homem possui esta necessidade caída – criar ídolos e seus próprios deuses. Um bom exemplo bíblico pode ser visto na experiência da construção do bezerro de ouro pelo povo israelita em Êxodo 32.

29 de jun. de 2015

Deuses Falsos – A idolatria não está longe

Por Thomas Magnum 

O coração é uma fábrica de ídolos.
João Calvino

O homem se afasta daquele que o fez quando
acima dele coloca o que ele próprio fez.
Agostinho
            
Geralmente quando tratamos de idolatria associamos de forma quase imediata o culto prestado a imagens feitas por homens, associamos tais cultos a religiões pagãs ou um cristianismo corrompido como o do Catolicismo Romano. Na verdade, têm importância a frase de Friedrich Nietzsche: “Há mais ídolos que realidades no mundo”.[i]