Recentemente li uma pesquisa
feita pela sociedade bíblica estadunidense, e apontava que mais de 50% dos
pastores daquele país nunca leram toda a Bíblia, e estamos falando de uma
pesquisa que se baseia unicamente na resposta dada pelo entrevistado, isto é,
este número, pode e deve ser muito maior. Uma outra pesquisa aponta que pelo
menos 85% dos pastores em serviço hoje no Brasil não possuem formação teológica
alguma... Ok, são pesquisas feitas em duas nações diferentes, mas acredito ser
possível traçar algum paralelo.
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25 de jun. de 2015
Pastores Leigos (Série: Os Sete pecados da Igreja contemporânea)
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Thiago Oliveira
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08:55
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14 de mai. de 2015
A negociação com a Salvação (Série: Os Sete pecados da Igreja contemporânea)
Por Daniel Clós Cesar
“Quantos aqui hoje querem aceitar Jesus no coração? Ninguém? Ninguém
quer mudar de vida, ser família unida, seus filhos prósperos? Alguém? ... Vejo
uma mão ali... outra mão ali... Deus quer mudar sua História, quer te fazer mais
que vencedor... Outra mão ali... Você não sabe porque sua vida não dá certo,
você dorme e não sabe porque seu dia foi difícil, porque seu trabalho não vai
pra frente, e parece que quando as coisas começam a melhorar aparece outra
tribulação... mais uma mão ali... Glória Deus, eu vejo mais uma mão... Oh
Aleluias!”
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Thiago Oliveira
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08:37
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17 de abr. de 2015
Diminuição dos efeitos do Pecado (Série: Os Sete pecados da Igreja contemporânea)
Por
Daniel Clós Cesar
Talvez
você olhe para o movimento gospel e veja uma série de eventos e campanhas que
parecem contradizer o que digo. Você vê Congressos de Batalha Espiritual, Cultos
de Quebra de Maldições Hereditárias, atos proféticos contra o deus da Babilônia,
etc. Mas isso mostra como a igreja enfrenta de forma pragmática e simplória o
Pecado dentro da própria igreja.
Primeiro:
Como o Pecado é visto na igreja? Suas definições beiram a estupidez mental, não
fosse a clara minimização proposta por líderes do alto de seus púlpitos que na
verdade desejam apenas dar a plateia o que ela deseja. O Pecado é definido como
engano, como obra de Satanás, como erro de percurso, como vacilo... o famoso “sem-querer-querendo”.
Menos como fruto da cobiça do homem que dando lugar a tentação permite o
nascimento do Pecado que gera a morte (Tiago 1.15).
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Thiago Oliveira
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08:43
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8 de abr. de 2015
Abandono do Ensino das Escrituras (Série: Os Sete pecados da Igreja contemporânea)
Por Daniel Clós Cesar
“Ensina a criança no caminho em que deve andar; e até
quandoenvelhecer não se desviará dele.”
Provérbios 22.6
A
maioria vê este provérbio apenas como um ensino para pais que educam
naturalmente seus filhos. Mas você já parou para pensar que ele também deveria
ser posto em prática pelos pastores e por todos aqueles que servem na Casa de
Deus em prol daqueles que se achegam ao Trono da Graça?
O
autor de Hebreus (Cap. 5) faz uma comparação dos novos convertidos com
crianças, e aperta os hebreus ao afirmar que eles ainda se comportam como
crianças e ainda precisam de leite ao invés de comida sólida. Aos efésios (Efésios
4.14), Paulo diz que meninos é que são levados por todo vento de doutrina, pois
são inconstantes. Agora tracemos uma linha entre esses textos citados até
agora.
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Thiago Oliveira
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09:05
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10 de mar. de 2015
Desviados: De quem é a falha?
Por Daniel Clós Cesar
O
primeiro passo neste texto é definir o que é um desviado. Popularmente, dentro
de uma teologia que crê que o homem pode “perder” a Salvação, crê-se que
desviado é aquele que converte-se a Cristo, tem seus pecados anulados na Cruz,
torna-se salvo, nasce de novo, recebe o Espírito Santo de Deus, Cristo começa
até a construir uma casa para ele no paraíso, mas que por fim ele abandona a Fé
(dando inclusive um baita gasto pro Reino de Deus que terá que dispensar os anjos-pedreiros*).
Dentro
da Teologia Reformada, obviamente, não existe espaço para essa figura do cristão
desviado. Não cremos que aquele que conheceu a Cristo e foi liberto da
escravidão do pecado e ressuscitado da morte por Ele perca-se, pois em Cristo
reside toda nossa Esperança e Segurança: “Pois
aqueles que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes à
imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos. E
aos que predestinou, também chamou; aos que chamou, também justificou; aos que
justificou, também glorificou.” (Romanos 8.29-30 NVI). Mas existe sim a
figura daquele que a Palavra descreve em Hebreus 6.4. Que não consideramos
“desviado”, mas como o apóstolo João explicou em sua primeira carta (1 João
2.19): “saíram porque não eram dos nossos”.
Isso deixa claro que para “reformados”, “uma vez salvo, salvo para sempre”. No
entanto, isso não significa que todos que vão à igreja são salvos apenas porque
disseram sim a um apelo ao final do sermão. Nossa definição de “Salvo” é
completamente diferente.
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Thiago Oliveira
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08:50
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9 de fev. de 2015
Sobre usar e enterrar talentos
Por Daniel Clós Cesar
O meio "cristão-contemporâneo-pouco-bíblico" é extremamente criativo em produzir conceitos, jargões, vocabulário e campanhas. Para fazer parte deste sistema você não precisa mais se vestir de forma diferente, você precisa falar de forma estranha. O meio produziu uma série de vocábulos que fazem sentido apenas para cristãos de determinados nichos, e mesmo um teólogo buscando seriamente nas folhas de uma Bíblia não conseguiria fazer muitas conexões deste dicionário gospel com princípios bíblicos. Via de regra, são palavras tiradas de um contexto espiritual e espiritualizadas no cotidiano da massa gospel.
Você já deve ter sido confrontado com a ideia ou conceito de "talento". Se você é alguém que está sentado no banco durante as reuniões de domingo e não exerce nenhuma função "oficial" dentro da congregação, essa palavra provavelmente já veio acompanhada do verbo "enterrar".
Mas o que é "usar" ou "enterrar" seus talentos?
Acho que uma das melhores formas de explicar o que uma coisa é, as vezes, explicar o que ela não é:
1. Usar talentos em prol do Reino não é participar ativamente de "ministérios" ou departamentos da igreja em busca de reconhecimento pessoal;
2. Usar talentos em prol do Reino não é ser membro ativo na instituição igreja, mas sem nenhum relacionamento efetivo com o Noivo da Igreja;
3. Usar talentos em prol do Reino não é ser um participante das atividades da igreja e não um participante do Reino de Deus.
Não tenho dúvidas, com o bom tempo que tenho de conversão ao Evangelho, que a grande maioria dos membros ativos em eventos e ações das congregações estão ali por reconhecimento pessoal. Isso é notório quando ministérios como Oração, Portaria, Limpeza e Ensino da Palavra são regularmente e frequentemente os menos visitados por candidatos a usar seus "talentos" em prol do Reino. Não incomum as pessoas desses ministérios querem ser "promovidas" a ministérios mais "relevantes" a seus egos.
O que percebi nesses anos é que a igreja contemporânea é lamentavelmente composta de artistas, cantores e apresentadores. Ora, não são os departamentos (ou ministérios) de Louvor, Teatro e Pregação os mais procurados pela massa gospel? Ninguém vê algo espiritualmente estranho nisso?
Os "ministérios" mais visados, são infelizmente os mais ouvidos e que mais influenciam o pensar e caminhar da congregação. Mas também são os que mais frequentemente são compostos por pessoas no mínimo inadequadas, para não dizer totalmente despreparadas. Cantores que não conhecem a Palavra de Deus para confrontar as letras de músicas que mais parecem saídas de um cantor bêbado de boteco de quinta, pregadores que nunca leram a Bíblia uma única vez e reproduzem pregações e cacoetes copiados da TV e por fim medíocres atores de teatro que julgam estar na Broadway quando sobem ao palco porque sentem sede de aplausos.
Usar os talentos em prol do crescimento do Reino parte de uma vida dedicada a primeiro a aprender a Palavra, para depois usá-la da forma que os verdadeiros apóstolos neotestamentários usaram. Não para converter pessoas a uma denominação ou modelo litúrgico, mas convertê-los mediante a obra sobrenatural do Espírito Santo àquele que foi crucificado por nós.
Se você usa seus talentos de forma inadequada, você não os usa, você lança pérolas ao porcos... simples assim.
Soli Deo Gloria!
_________________________
*Este texto não deseja generalizar quem está nesses departamentos/ministérios, mas propor a reflexão dos motivos de você estar onde está.
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Thiago Oliveira
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10:43
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Reflexão
2 de dez. de 2014
Dicas a quem deseja "evangelizar" pelo Facebook e afins
Por Daniel Clós Cesar
1. Não apenas reproduza/compartilhe imagens que você vê no Facebook, muitas delas são frases sem nenhum teor bíblico/teológico, pelo contrário, algumas atentam contra as sagradas escrituras. Você não é um papagaio... você é ser humano capacitado por Deus na Criação de inteligência e raciocínio. Faça uso disso.
2. O Evangelho é a própria Palavra de Deus, antes de compartilhar uma imagem bonitinha com uma frase engraçadinha que termina com "Deus te Abençoe", escreva um versículo. Visualmente ele é mais simples, mas a Palavra de Deus é eficaz e poderosa em todos os seus efeitos.
3. Compartilhe preferencialmente O SEU conhecimento da Palavra e AS SUAS percepções do Evangelho. Assim todos que te leem saberão no que você acredita, como acredita e porque acredita. Isso não significa que você irá postar revelações ou alucinações particulares da Palavra de Deus, mas o que Ela realmente é. SEU conhecimento e SUAS percepções não significam o que você "acha que Deus é", mas o que Ele realmente é revelado biblicamente e teologicamente. Cuidado, você está ensinando a Palavra de Deus... cuide para não ensinar errado.
4. Vale postar um texto de outra pessoa? Sim, mas desde que você o tenha lido antes e concorde plenamente com ele, pois você talvez tenha que explicá-lo a alguém. Mais uma vez, não seja apenas uma ave que sabe imitar uma pessoa que fala... seja um bípede pensante com polegar opositor e criado a imagem e semelhança do Criador.
5. Não se esconda atrás de sua denominação ou líder evangélico. Seja autêntico no que escreve. Você responde por você mesmo. Pouco importa se sua denominação diz uma coisa, a Palavra diz outra e você faz outra totalmente diferente. Ninguém se converterá com mentiras. Seja você o primeiro a viver a verdade que você prega.
6. Abandone os jargões e chavões igrejeiros. Eles não servem para absolutamente nada, exceto para talvez apontar como você é ridículo às vezes. E por favor! Por favor! Não "fale" em língua no Facebook... é no mínimo inadequado.
7. Você é preconceituoso... eu sou, todos somos de alguma forma... pregar o Evangelho não é criar um abismo entre os que são e os que não são, pregar o Evangelho é lançar uma ponte sobre o abismo que já existe. Seja sábio, não estúpido.
8. Seja coerente. Não com seus amigos ou com seus supostos amigos. Mas com a Palavra de Deus e a teologia que norteia sua vida. Se você não tem uma teologia definida nem conhece a Palavra, vá estudar antes de ensinar. Não seja um impostor. Nenhum professor se forma em 1 semestre, nem um missionário começa a pregar antes dos 6 anos de idade.
9. Não fale a respeito do que você não consegue explicar. Tens conhecimento profundo sobre oração? Fale sobre isso... não sabe nada sobre arrebatamento? Não cave para você mesmo um poço sem fundo.
10. Entenda claramente que evangelizar não é disseminar religião nem fazer promoção denominacional. É unicamente apontar ao homem a Cruz, o Arrependimento e a Ressurreição.
Soli Deo Gloria!
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Thiago Oliveira
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15:02
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25 de nov. de 2014
Nós somos Igreja e nós não temos um mercado em potencial
Por Daniel Clós Cesar
Não muito tempo atrás, um pastor
me perguntou o que eu achava de fazer uma pesquisa na região em torno da igreja
para descobrir o que os vizinhos esperavam de uma instituição religiosa. O
objetivo muito claro deste pastor era simples, ainda que não explicito. Saber
o que seus clientes em potencial queriam, para que pudesse lhes oferecer um
serviço sob medida, para que então eles passassem a consumir o produto dele e
não mais o da concorrência.
A ideia não é apenas perversa,
ela também claramente aponta uma falta de confiança em Deus de que Ele dará o
crescimento quando e como Ele desejar, uma falta de maturidade espiritual pois,
delega a pessoas que não conhecem a Cristo e não são nascidas no Espírito para
dizer a igreja como ela deve agir; e por fim, uma falta de compromisso com a
Palavra, buscando um compromisso profundo com o homem. Minha opinião na época
foi de que, ir ao cemitério ouvir os
mortos, não é uma prática cristã protestante.
Quando Jeosafá, rei de Judá,
juntou-se a Acabe, rei de Israel, para enfrentar Ramote de Gileade, pediu ao
rei de Israel que a Palavra fosse consultada, então foram chamados 400 profetas
de Israel, e todos foram unânimes: “Sobe, porque Deus a entregará na mão do
rei”. Jeosafá pede ao rei de Israel que traga um profeta verdadeiro do Senhor,
afinal, profetas não profetizam benção, conforme ensinou Jeremias, profetizam
guerras e destruição, mal e peste, não paz (Jeremias 28.8). Acabe, contrariado
com o tal profeta que “nunca profetiza de mim o que é bom, senão sempre o mal”
(2 Crônicas 18.7) manda vir o profeta Micaías, e esta é sua profecia:
“Vi a todo o Israel disperso
pelos montes, como ovelhas que não têm pastor; e disse o SENHOR: Estes não têm
senhor; torne cada um em paz para sua casa.” (2 Crônicas 18.16)
Acabe rejeitando as palavras do
profeta o manda ao cárcere, segue para a batalha e lá é morto por uma flecha
lançada a esmo.
O que você pode esperar de uma
igreja onde seu pastor consulta os mortos? O que você pode esperar de uma
congregação onde os homens e não Deus dizem como as coisas devem ser feitas, o
que deve ser pregado, como deve ser pregado e como deve ser prestado o culto a
Deus?
O cristianismo obteve uma grande
vitória no século XVI com a Reforma Protestante. A constante reforma pregada
pelos primeiros reformadores “ecclesia reformata, semper reformanda secundo
verbum Dei” (“A igreja reformada, sendo sempre reformada de acordo com a
Palavra de Deus”) é abandonada por um adágio do catolicismo romano medieval “semper
idem” (“Sempre o mesmo”).
Se homens morreram para que o
Evangelho fosse pregado em sua constante renovação que só é possível pela
atuação sobrenatural do Espírito Santo, os pastores contemporâneos, em uma
confusão que chamam de “renovação” ou “avivamento”, buscam seu suporte “teológico”
nos cemitérios do mundo para “renovar” e “avivar” suas pregações, as mantendo
sempre como a mesma coisa, comida fria e insípida para pessoas que não tem
condições nem mesmo de comer, pois estão mortas em seus pecados e delitos.
Não há exposição da Palavra nas
igrejas, a pregação segue o ritmo de declínio moral e espiritual secular.
Pastores estão preocupados com a reunião para jovens solteiros, jantar para os
casais, pipoca com cinema para os adolescentes e esquecem que a sua preocupação
deveria ser passar horas e mais horas debruçados sobre a Palavra de Deus para
quem sabe, apenas quem sabe, compreender o que Deus tem para a sua igreja no
próximo sermão a ser pregado. E então, renovados pela Palavra, a expor para os ouvintes
que, pelo ouvir a Palavra de Deus recebessem a Fé necessária para a Salvação.
No entanto, os pregadores amoldam
a Palavra de Deus para disseminar seus conhecimentos, a Palavra não muda suas
pregações, elas são sempre as mesmas, suas mentes não mudam pela Palavra, são
absolutamente “semper idem”. Versículos são usados para ilustrar um ponto de
vista, não para renovar mentes. E quando ocorre alguma “renovação”, trata-se
apenas de uma inovação secular no meio da igreja, trata-se de uma secularização
do culto, uma “atualização” descabida da liturgia que tem como único objetivo
dar mais conforto e interatividade a pessoas de outro século, de outra época...
o que esquecem esses pastores, é que os pecados deles são os mesmos de Adão.
Não precisamos fazer pesquisas no
bairro e perguntar a pessoas que não conhecem a Deus o que elas esperam de
Deus. Não precisamos promover eventos que atraiam as pessoas a igreja como
peixes em um cercado, para que então lancemos uma rede de “bençãos” que os
deixaram num emaranhado de promessas que nunca serão cumpridas, isto é no
mínimo desonestidade, e se formos mais severos na aplicação da Palavra, é
passível de morte os que tais coisas praticam. Precisamos sim lançar uma rede
onde os fios são a própria Palavra de Deus, e os nós que os unem são a verdade,
o arrependimento e a conversão.
O Evangelho ultrapassou dois mil
anos em pleno crescimento sem nenhuma necessidade de inovação humana. Todas as
inovações mostraram-se tempos mais tarde ser um fracasso, tanto que foram
abandonadas e substituídas por outras que alguém julgou ser melhor... todas
elas sem exceção mostraram que apenas uma pregação simples, mas centrada
unicamente na Palavra, expondo-a dia após dia, geraram ovelhas saudáveis e
sadias, que geraram mais ovelhas, e mais ovelhas, e mais ovelhas...
Sola Scriptura. Soli Deo Gloria.
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Thiago Oliveira
às
19:07
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20 de nov. de 2014
Um belo trabalho, só que não!
Por Daniel Clós Cesar
Belo lançara seu novo álbum,
Mistério, e numa das faixas cantará uma música gospel ao lado do Thalles Roberto. A canção “Mesmo sem Entender” foi composta por Thalles e segundo Belo,
o objetivo de ter convidado o cantor gospel foi para levar a palavra de Deus para
um outro público. Sobre isso, gostaria de fazer as seguintes colocações:
Primeiro, a Palavra afirma
que não existe, que é impossível, a amizade entre luz e trevas. Também afirma
categoricamente, que a amizade do mundo configura inimizade contra Deus. Se
quero ser amigo do mundo (das coisas do mundo), eu estou me colocando
deliberadamente contra Deus.
Segundo, um cantor cristão
deveria dividir microfone com pessoas que defendem a sua mesma Fé. Isso é
coerência não intolerância. Não faz sentido em um mesmo CD estar tocando uma
música que fala do verdadeiro amor de Deus e ao mesmo tempo a outra faixa que
fala de traição, dor de cotovelo e sexo ilícito. É imaginar que uma vela
debaixo da cama iluminará a sala. Não é necessário que ela seja posta em
lugar alto para iluminar todo o ambiente?
Terceiro, nenhum cristão
deve evitar as amizades com aqueles que não conhecem a Cristo, a
"amizade" pode ser um caminho para a pregação do Evangelho, no
entanto, a Palavra afirma que as más companhias "corrompem os bons
costumes"... a amizade com um não cristão deve ser cuidadosa, restrita e
acima de tudo infinitamente menor do que a minha devoção a Cristo. Isto
significa que, "ele é meu amigo, mas não é amigo de Deus... então... pense
bem onde você vai, o que você fala e como você convive com esta pessoa que é,
biblicamente, inimiga de Deus". Se você não serve para ser luz na vida
dele, ele certamente servirá para ser trevas em sua vida.
No caso específico do cantor
Thalles, ele repetidamente tem cometido deslizes inadequados a alguém que foi
"consagrado" pastor. Ele mostra em suas repetidas atitudes, não ter
nenhum compromisso com a Igreja de Cristo, e principalmente, com o Cristo da
Igreja. Seu compromisso é unicamente com seus contratos com gravadoras musicais
que exigem esse tipo de parceria com o mundo e esse tipo de visibilidade na
mídia.
Ninguém está livre do pecado,
estamos livres da escravidão que ele gera, mas ainda sim pela carne, estamos
submetidos a cometer o pecado, no entanto, pela Graça nos foi dado por meio do
Espírito Santo, a condução ao arrependimento.O que parece não fazer parte da
ideia de cristianismo de Thalles, que vê suas ações como legítimas do pseudocristianismo
que ele vive.
Nossa luta não é contra carne
ou sangue. Nossa luta não é contra Thalles ou qualquer outro cantor gospel com
a mente cativa neste século, todavia, como defensores de um Evangelho Simples e
Verdadeiro, todo tipo de heresia e distorção do cristianismo bíblico deve ser
rejeitada e denunciada. Maior é aquele que está em nós do que aquele que está
no mundo! Não prestaremos contas a Thalles ou a qualquer outro religioso
famoso, mas unicamente ao que se assenta sobre o Trono Branco.
Soli Deo Gloria
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Thiago Oliveira
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08:13
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15 de set. de 2014
Dar o melhor para Deus? Como assim?
Por Daniel Clós Cesar
Por muitos anos tenho ouvido a frase "dar o melhor para Deus". Recentemente comecei a pensar nessa frase e no seu significado, ou pelo menos, o significado dado pelos cristãos contemporâneos a esse ditado.
O termo não é bem um ditado, mas se tornou no meio evangélico acostumado em criar e aprimorar um vocabulário próprio.
Ele é uma referência ao sacrifício oferecido pelos judeus no Antigo Testamento, e só por isso já demonstra um erro teológico grave na igreja cristã contemporânea. Aliado ao entendimento apresentado pelo evangelicalismo, torna-se bem próximo de uma heresia.
O entendimento geral do termo é que oferecer o melhor para Deus é oferecer nossos talentos naturais com excelência. Um esforço humano natural para atingir um objetivo que é espiritual.
Entendeu ou quer que eu desenhe?
No entanto, toda vez que o homem busca atingir um objetivo espiritual com ferramentas naturais, o resultado é o fracasso. Mas então porque alguns usando ferramentas naturais alcançam tais objetivos? A questão é: eles não alcançam. Acontece que os evangélicos começaram a ver resultados naturais de talento e perseverança humana, como resultados espirituais de perseverança e talentos espirituais.
Entendeu ou quer que eu desenhe?
No entanto, toda vez que o homem busca atingir um objetivo espiritual com ferramentas naturais, o resultado é o fracasso. Mas então porque alguns usando ferramentas naturais alcançam tais objetivos? A questão é: eles não alcançam. Acontece que os evangélicos começaram a ver resultados naturais de talento e perseverança humana, como resultados espirituais de perseverança e talentos espirituais.
Um ministro de louvor é "louvado" pelo seu talento e técnica natural e isso é visto com resultado de uma dedicação ao chamado de Deus. A avaliação e a medida para qualificar o bom ministro são os shows, os cds gravados ou o público que gosta de ouvi-lo. Fazemos a mesma avaliação para definir no meio secular quem são os bons e os maus cantores. Usamos os mesmos parâmetros para medir nos dois casos, o espiritual e o secular, porque usamos os mesmos parâmetros para produzir esses falsos ídolos.
Um pastor não deveria ser medido pelo entusiasmo com que prega ou pelas revelações que vocifera em um púlpito, mas pelo tempo que dedica ao estudo da Palavra e o quão a sua pregação está comprometida com o texto bíblico. Mas os padrões espirituais não são usados para medi-lo, porque os padrões naturais é que foram usados para criar o tal pastor. No mais, precisamos rever o termo e sua colocação.
Primeiro, algumas perguntas, que deveriam ser respondidas por qualquer auto-proclamado cristão:
É possível o homem oferecer algo realmente bom a Deus? Seria o meu louvor de alguma validade se ele não tivesse sido gerado no próprio Deus? Minha pregação teria algum efeito se ela não fosse fruto da própria mente de Cristo? Minha oração, se não fosse o próprio desejo do Espirito Santo, chegaria aos céus?
Nós não podemos oferecer, nem precisamos oferecer, o melhor para Deus. O que temos oferecemos, sejam somente esses poucos pães e peixes, ou esse punhado de farinha e azeite... não é o melhor pão ou azeite, esse peixe pode ser pequeno e a farinha não ser da melhor qualidade, o despenseiro da Graça se encarrega de multiplicá-los independente de seu valor monetário... o cordeiro perfeito, o melhor cordeiro que Deus podia requisitar sobre o seu altar, Ele mesmo criou, Ele mesmo conduziu a Cruz, Ele mesmo imolou... e por fim, sem o auxílio de ninguém, Ele mesmo o ressuscitou.
De todas as obras que poderiam me salvar, as únicas com alguma validade, ou melhor, as únicas realmente necessárias, são aquelas que já foram cumpridas pelo Cordeiro na Cruz.
Soli Deo Gloria
________________
Daniel Clós Cesar, professor de História por formação acadêmica, desenhista nível super-básico por capricho da natureza e insistência, spurgeonista dos 5 pontos e casado com a primeira namorada graças a Graça da predestinação.
________________
Daniel Clós Cesar, professor de História por formação acadêmica, desenhista nível super-básico por capricho da natureza e insistência, spurgeonista dos 5 pontos e casado com a primeira namorada graças a Graça da predestinação.
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