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13 de jul de 2016

Sobre leituras, conversas, perspectivas e comunhão

Por Thomas Magnum

O conhecimento não é apenas gerado pelo contato sensorial da visão. Em alguns casos de forma quase abstrata adquirimos conhecimento e não é uma obra do acaso é parte da similaridade, de uma obra de comparatividade epistêmica, uma sistemática que produz mais entendimento de fatos que desencadeiam clareza para compreensão de um nível maior de informação.

A alta cultura não se dá apenas pela mera leitura, mas, por um axioma vital, pela comparatividade de informações pelo pensar comparativo e analítico, cultura de nível literário nos mais variados campos do saber é gerada pela interface do pensar comparativo e analisador.

A medida que crescemos culturalmente é perceptível que nossas leituras se tornam mais amplas do que o visualizar páginas. Conversas, ouvir pessoas, entender seus argumentos e avaliar seus conceitos ainda que divirjam dos nossos é parte da vida intelectual saudável, sem necessidade de beligerância, sem demanda por hiatos relacionais, rompimentos trágicos. Por bem da verdade em muitos casos rompimentos trágicos são inevitáveis, mas, também por uma posição de elevada certeza da verdade vinda pelo saber.

A perspectiva nos proporciona uma pluralidade de possibilidades unívocas não necessariamente divergentes em dados casos, a perspectiva nos eleva a uma visão pluriforme de dados que nos possibilita decodificação larga, alta e profunda. Tal fato proporciona maturação analítica e pontua circunstâncias importantes para o cultivo de uma posição idônea no que se refere a honestidade da informação e a não proficuidade da desinformação que ignora a ignorância da falta de sapiência.

O conhecimento nos possibilita comunhão, vivência, sabedoria, energia para aglutinar, para semear, regar, cultivar. O saber parte para o comungar, partilhar, multiplicar o pouco para atender muitos.

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