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29 de out de 2015

O jovem cristão e o desafio de fazer a prova do ENEM

Por Isla Andrade

Neste último final de semana tivemos o Exame Nacional do Ensino Médio 2015 (ENEM). A prova dispensa apresentações, mas ainda assim é importante ressaltar que desde 2009 passou a ser usada como mecanismo de seleção para acesso as universidades federais e estaduais, até mesmo algumas universidades privadas. Resumindo, não há escapatória. Quem deseja entrar nas universidades tem que passar por ela.

Todos os anos – posteriormente a aplicação das provas – questões são disponibilizadas e discutidas em jornais e na internet e esse ano não foi diferente. A grande questão – que me chamou atenção – é o fato de que nas questões postas, havia uma temática nada neutra, nem muito menos científica. A “velha” e ainda assim atualíssima temática da ideologia de gênero, além das críticas ao modelo de produção capitalista e os processos de globalização econômica, dando ênfase ao recorrente discurso marxista.

Alguém aí pode se perguntar: mas qual o problema em trazer esse tipo de temática ou por que deveríamos nos preocupar se na prova tem texto de Simone de Beauvoir? Bem, respondo: A prova do ENEM (depois dessa edição apelidada de Exame Nacional do Ensino Marxista) tem que cobrar em seus textos aquilo que os professores ensinam nos cursinhos e no ensino médio, não sendo assim a prova perderia todo o sentido. Logo, a prova avalia através do conteúdo trazido se o aluno realmente aprendeu aquilo que foi ensinado pelos professores. Então, é a partir daí que questionamos: qual o conteúdo passado pelos professores em sala de aula?

As temáticas marxistas e progressistas contidas na prova é apenas um reflexo do que os alunos aprendem em sala e vão responder na prova, para posteriormente adentrar nas universidades e passar por uma segunda lavagem cerebral muito mais intensificada. Aí você faz outra pergunta: mas qual o problema de ensinar a ideologia marxista e de gênero nas escolas ou universidades? Teria que fazer outro texto para detalhar melhor os argumentos, mas que a princípio poderia dizer que a ideologia marxista é completamente perversa e antidemocrática, que tem em seu cerne a defesa da supressão da família, das igrejas, a ampliação do Estado e “igualdade” em detrimento da liberdade do indivíduo. Para confirmação dos argumentos citados basta ler esse post (clique aqui)

Quanto à questão da ideologia de gênero, se defende o conceito de que os dois sexos – masculino e feminino – são considerados construções culturais e sociais, de modo que, embora existindo um sexo biológico, cada pessoa tem o direito de escolher o seu sexo social (gênero). É uma teoria que não tem evidência científica alguma (em primeiro lugar) e que não apenas surgiu como mais uma corrente de pensamento, mas está se impondo como uma teoria amplamente dominante e que em casos de discordância por parte das pessoas tem como consequência uma dura represália por aqueles que consentem com essa crença (falo aqui por experiência própria), além do risco de punição por parte do Estado para pais e professores que tratem a criança como menino ou menina, já que isso poderia ser considerado uma “opressão” - considerando que eles ainda não decidiram o que vão ser. É importante ressaltar que não condenamos que o indivíduo em sociedade seja livre para fazer as suas escolhas, contudo impor por força de lei – como é o caso do Plano Nacional da Educação (PNE) – que a sociedade tenha que concordar ou aceitar esse tipo de pensamento é ir de encontro à liberdade pensamento e de religião.

Há muito tempo que as escolas e universidades públicas não são mais neutras (se é que um dia já foram) e estão basicamente a serviço de uma ideologia que não é nada democrática. Não aceita a divergência de pensamento, nem o pluralismo de ideias. A liberdade defendida é a liberdade para que eles se posicionem, todavia, se você pensar de maneira diferente será reprimido ou até mesmo ameaçado.

Eu não sei você leitor, mas acredito que democracia e liberdade de expressão, bem como religiosa são valores muito importantes para se perder por causa de ideologias tão perigosas como as mencionadas. Nós, enquanto cristãos infelizmente somos obrigados a passar horas lendo, escrevendo e até mesmo apresentando trabalhos que defendem essa ideologia dominante e que discordamos totalmente, poderia dizer que no meio acadêmico passamos a metade do tempo ouvindo doutrinação e a outra metade mentindo, afirmando que concordamos com ela. Infelizmente, atualmente é o que temos que fazer se quisermos conseguir nosso diploma, contudo isso não nos impede de divulgarmos nossas ideias e nossa crença seja pelas redes sociais ou para um grupo de amigos. É importante não se calar, pois se as coisas chegaram aonde chegaram é justamente porque a omissão prevaleceu. Se deseja mudar o cenário atual, faça algo.
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P.S. Temos aqui algumas recomendações de livros importantes para quem deseja se aprofundar mais na discussão:

a) O outro lado do feminismo de Suzanne Venker e Phyllis Schlafly.

b) A nova era e a revolução cultural de Olavo de Carvalho.

Um comentário:

João Washington disse...

É deplorável o ponto em que a sociedade se encontra nessa questão da ideologia de gênero. Além do fato assinalado pelo irmão no post, o ENEM acaba selecionando, na maioria dos casos, pessoas já inclinadas ao marxismo. Então os cursos de nível superior, que têm forte viés esquerdista em grande parte, recebem todos os anos uma enxurrada de alunos que já concebem o marxismo como uma visão correta da realidade e, uma vez dentro das universidades, aprofundam cada vez mais essas crenças. Essas mesmas pessoas, anos mais tarde, serão literatos e acadêmicos criando assim um circulo vicioso. Ideologia de gênero, feminismo, racialismo e tantas outras aberrações são apenas expressões desse estado de coisas em que vivemos. Que o Senhor tenha misericórdia de nós e incline nosso coração a Ele sempre!