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3 de nov de 2015

Qual é o seu modelo de evangelismo?

Por Thiago Oliveira

A evangelização é uma obra que foi pensada e ordenada por Deus. Ele, segundo seu beneplácito conta com cooperadores para realizar a tarefa de reconciliar os homens consigo mesmo através da pessoa e da obra de Cristo. O objetivo final, como o de todas as coisas, é a glória do próprio Deus. Por isso que o evangelismo deve ser teocêntrico. Evangelizar nada mais é do que tornar a glória de Deus manifesta e fazer com que pecadores reconheçam seu pecado e pequenez, voltando-se para o SENHOR e depois de transformados pela fé e pelo arrependimento, tais pecadores adoram e louvam a glória divina. Esta é a missão da igreja.

Numa evangelização teocêntrica, falasse sobre o pecado, sobre a ira e sobre a graça. O ouvinte, com isso, toma conhecimento da sua condição e percebe que sua única maneira de ser salvo é correndo para o Filho de Deus. Ela não focaliza os desejos dos homens e nem faz promessas açucaradas vindas de uma divindade indulgente. A verdadeira evangelização produzirá cristãos que sabem que são pecadores e se colocam na dependência do SENHOR e caminham com humildade e reverência. Uma boa maneira de evangelizar é expondo a Palavra de Deus. Dessa maneira, três mil pessoas se converteram após a pregação do apóstolo Pedro no dia de pentecostes.

Todavia, existem muitos modelos de evangelismo que são antropocêntricos, voltados para o homem, que ao invés de confrontar, amaciam o ego e fazem com que as pessoas se achem merecedoras das dádivas celestiais. Geralmente são ações que englobam frases de efeito (motivacionais), entretenimento e promessas de muitos milagres. Músicas que exaltam o ser humano e focam na realização dos sonhos - ao invés de focar a vontade de Deus - são comuns deste evangelismo que exalta a criatura e não o criador. Testemunhos de vitórias assumem o lugar que deveria ser da exposição bíblica. O resultado disso é a imaturidade e inconstância de muitos dentro das igrejas, que passam a viver uma fé circunstancial e muitas vezes invertem os papéis, ao invés de serem servos, querem que o SENHOR lhes sirva e realize todas as suas vontades. Egolatria é o fruto deste “evangelismo”.

Paremos para refletir: Qual o tipo de evangelismo é o mais adotado em nossos dias? Infelizmente a resposta não é a que eu gostaria de dar, mas não podemos tapar o sol com a peneira: O antropocentrismo é o mote de muitos cultos que são denominados evangelísticos. Todo o tipo de estratégia mundana tem espaço. Pregação? Não, não, isso é chato. Eis a mentalidade de muitos que organizam cultos ao ar livre, cruzadas e até mesmo marchas que vão do nada ao lugar nenhum. O reflexo, como dito anteriormente, é uma igreja que tem as bases muito fracas, onde os seus membros vivem uma fé capenga.

Temos o livro de Atos e muitos outros relatos na história da Igreja que atestam a transformação ocorrida quando a Palavra de Deus foi protagonista nos evangelismos. Paulo, o maior evangelista e plantador de igrejas é sem dúvidas o maior pregador da cristandade. Quando a Inglaterra viveu o despertar evangélico do século 18, um homem, chamado George Whitefield foi para as ruas e lá pregava de 5 à 6 sermões. Nada de cânticos, danças e “abraços grátis”. Whitefield expunha a riqueza das Escrituras e fazia com que carvoeiros e aristocratas reconhecessem que precisavam se arrepender e confessar o senhorio de Cristo. A pregação de um único homem, fiel em suas exposições da Bíblia, fez com que outros pregadores fossem para além da Inglaterra. Escócia, País de Gales, Irlanda e até a Nova Inglaterra (EUA) foram evangelizadas com muita pregação, gerando contrição, gratidão e louvor a Deus. Até mesmo um teólogo do cacife de Jonathan Edwards não conseguia conter as suas lágrimas enquanto ouvia Whitefield pregar. O nome disto é avivamento!

Devemos ter em mente que o padrão para o evangelismo é a Bíblia e não deveríamos sair dela. Sabemos que a Escritura é a Palavra de Deus e como tal, está isenta de erros. Quando transmitida, a mensagem bíblica é poder transformador. Tudo o que Deus faz, Ele o faz por meio de sua palavra. A Segunda Confissão Helvética diz com muita sabedoria que “a pregação da Palavra de Deus é a Palavra de Deus”. Portanto, que haja menos truques e atrativos e mais proclamação das verdades celestiais em nosso evangelismo. Que o SENHOR, e não os homens, seja exaltado!

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