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11 de mai de 2015

Lógica Pressuposicional

Por Ian Hodge
Preciso dizer isso de novo. Sou um aprendiz lerdo. Dãr!
Ora, após 30 anos pensando que era pressuposicionalista, o Dr. Greg Bahnsen mudou a minha mente. Eu estava perto, mas não o suficiente.
Há duas coisas que desafiam todo pensamento: infalibilidade e onisciência.
Exemplo:
Premissa 1: A mente grega (humanista) gostar de fazer conclusões, achar respostas.
Premissa 2: A mente hebraica (não humanista) está interessa no processo, não em conclusões.
Conclusão: Você deve ler as Escrituras com a mente hebraica, não com a mente humanista e, portanto, você não deve fazer conclusões.
É sério! Há pessoas que creem e ensinam esse tipo de “lógica”. Mas o que aconteceu? Essa proposição anti-grega e anti-conclusão fez uma conclusão. Dãr!
Toda alegação de “saber” algo é ao mesmo tempo uma alegação de conhecer exaustivamente, saber infalivelmente. De outra forma a alegação de conhecimento é mera retórica. Isso é o porquê conceitos como infalibilidade ou onisciência não são opções: eles são conceitos inescapáveis. Logicamente, essas alegações não podem ser negadas; elas estão implícitas em toda declaração. Quando pergunta o famoso “por quê” várias vezes, você chega à fonte de qualquer declaração — as pressuposições, o local da infalibilidade e a onisciência.
Você não precisa dominar o pensamento grego ou hebraico, o budismo, islamismo, mormonismo ou mesmo a teologia batista para entender pressuposições. Você precisa entender lógica — a lógica de Deus. A lógica pressuposicional que começa com Deus e sua auto-revelação na Escritura.
Quando a onisciência e a infalibilidade de Deus são negadas, eles são substituídas pela palavra “certa” do homem, uma elevação auto-afirmada ao status de “falando com certeza, sem erro”. Desde o Éden, o homem tem alegado ser capaz de “conhecer” a verdade e o erro sem a ajuda da revelação divina. O homem deseja autonomia. Além disso, é o próprio homem que senta em julgamento da revelação divina e determina se ela terá permissão de entrar na discussão.
Há, então, dois princípios que estão em oposição um ao outro: a infalibilidade e onisciência de Deus num canto, e a infalibilidade e onisciência do homem no outro. Não há terceira escolha, e o jogo é desigual. O peso pesado versus o peso pena. No musical de 1965, Homem de La Mancha, Don Quixote canta a famosa música do musical: O Sonho Impossível. Nas palavras de Van Til, “a interpretação que toma o homem autônomo como auto-interpretativo é uma ‘possibilidade impossível’”.
O sonho impossível do homem é negar a infalibilidade e a onisciência e, todavia, ainda alegar “saber” o que é certo e falso. Isso é loucura.
“O temor do Senhor é o princípio da sabedoria”. Você não pode raciocinar alheio às verdades da Escritura. Você começa com a Escritura porque a Palavra de Deus é o fundamento de todo conhecimento, não de apenas parte dele. Qualquer coisa menos que isso é uma negação da Fé.
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Fonte: Monergismo

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