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24 de dez de 2014

Uma Carta de Natal

Por Thiago Oliveira e Thomas Magnum

Zezinho* era um menino de onze anos que vivia no interior do estado de Pernambuco, na cidade de Serrita, e que gostava muito de ir a biblioteca pública da cidade gastar suas tardes nas leituras de várias histórias. Costumeiramente o menino gostava de ouvir histórias lendárias da cidade que seu Manoel contava à meninada, na calçada de casa todo fim de tarde, depois de voltar do roçado, no sítio onde trabalhava. 

Certo dia Zezinho se deparou com um envelope  que estava no chão na porta da biblioteca, na frente estava escrito: "Uma Carta de Natal". Dentro havia um caderninho ilustrado, e o texto falava da história do filho de Deus. Zezinho só havia escutado sobre Jesus algumas vezes em procissões e missas da cidade, o menino ficou muito curioso para saber que carta era aquela e o que o texto dizia. Desistiu de sua tarde de leitura na biblioteca e foi para um sítio onde seu Manoel trabalhava, havia uma jaqueira no sítio, Zezinho gostava de subir nela e ficar olhando a paisagem, mas, o objetivo naquele dia foi outro. O menino estava muito curioso para ler aquele pequeno caderno que continha vários desenhos, chamando muito a sua atenção. Era possível perceber que o menino estava ofegante e seus olhos ansiosos pela leitura. Bom, até que enfim Zezinho chegou ao sítio, abriu a porteira e quase que de forma desesperada subiu na jaqueira. Após ver as primeiras gravuras, leu a frase inicial da tal carta: 

"Glória a Deus nas alturas, Paz na terra, boa vontade para com os homens."

Então ele continuou a ler a carta que dizia: 

"Essa frase foi dita por anjos, a pastores que estavam bem próximo do lugar em que nasceu um menino que mudaria a história do mundo. Tudo começou quando um anjo visitou uma moça, que tem o conhecido nome de Maria. Ela ia casar com José, mas teria um filho que não era dele. Não seria fruto de uma relação natural. O menino veio de uma semente divina. Maria conceberia do Espírito Santo, agraciada foi entre as mulheres, e milagrosamente, engravidou, mesmo sendo virgem.

José, quando soube da gravidez ficou desconfiado e triste, pensou em largar Maria...mas aí o anjo também o visitou e contou tudo o que estava se passando. Ele então entendeu que aquilo tudo era o plano de Deus, que enviou Seu Filho para tornar-se homem e salvar o mundo. Salvar de que ué? Ora, salvar da condenação do Inferno, pois por sermos todos pecadores, merecíamos o castigo eterno. O menino que nasceria, viria com a missão de pagar por nossa culpa, por nossos pecados, sofrer o nosso castigo e assim livrar das cadeias infernais todo aquele que crer em sua pessoa e sua mensagem.

Quando estava prestes de dar a luz, numa cidade chamada Belém (que não fica no Pará, é lá em Israel), não havia hospedagem para Maria e José, então eles improvisaram uma sala de parto num estábulo. O menino não teve berço ao nascer. Foi colocado numa manjedoura, onde se colocava o feno para os animais. Foi ali, num lugar sem pompa, com cheiro de bicho, balidos, mugidos e cacarejos, que o Rei dos Reis nasceu.

Os anjos então cantaram e convidaram os pastores para irem louvar o bebê que recebeu o nome de Jesus. Este nome pequeno, com cinco letras, quer dizer que o menino veio trazer salvação. Tudo isso já estava escrito na Santa Escritura. As profecias foram todas cumpridas ali naquela noite especial, que chamamos de natal.

Jesus não permaneceu um menino, ele cresceu em graça diante do Senhor e pregou a boa-nova de salvação. Os homens de seu tempo o penduraram numa cruz e o mataram. Mas você pensa que terminou assim? Que nada! Tudo isso também estava nas profecias. Ele precisou ser moído para pagar a pena que era nossa. O justo morreu pelos injustos e nos tornou livres da culpa e da condenação quando nos substituiu naquele madeiro. E após ter morrido, ele voltou a vida, venceu a morte, o inferno e o Diabo. Triunfou e nos deixou a salvação por herança. Foi pra isso que o menino Jesus nasceu. Seu começo está atrelado a este fim maravilhoso para todos os que nele depositam sua fé. Por isso repetimos com os anjos: Glória a Deus nas alturas, Paz na terra, boa vontade para com os homens.

Tenha fé no Salvador, ore clamando por misericórdia e confesse que Cristo é o teu Senhor. Ore, com fé no nome de Jesus."

O pedaço de papel foi molhado com duas gotas de lágrimas. Zezinho estava chorando. Ele não entendia o real motivo do choro compulsivo que lhe tomou por inteiro, mas sabia que o seu coração começou a arder por Jesus naquele exato momento. Ele queria orar, mas só conhecia a reza do Pai Nosso e  da Ave Maria. Achou que não era essa prece que deveria fazer. Mas então, como orar? Surgiu então um grupo de irmãos, que o Zezinho identificou como os que seguem a "lei dos crentes". O missionário André estava naquele sítio para entregar presentes para as crianças e alimento para as famílias carentes.

Zezinho se aproximou e ouviu o missionário pregar sobre Jesus. Ele disse que havia escrito várias cartas  para contar a toda a cidade a história do Natal conforme está registrada na Bíblia. Zezinho disse: "eu li a carta, quero Jesus, mas não sei como orar". André emocionado foi até o menino, orou com ele e lhe deu um caminhão de brinquedo. No entanto, Zezinho soube que naquele dia o seu presente foi outro. O seu presente foi Jesus, que lhe trouxe a salvação. 

Enquanto olhamos ao nosso redor, nos grandes centros comerciais e nas grandes metrópoles, vemos as massas comemorando uma festa que não honra o homenageado. Que possamos entender, tal como o pequeno Zezinho, que Jesus é o verdadeiro Natal. O seu nascimento tem grande significado para a humanidade, Ele nasceu, encarnou, tomando uma forma humana. O nascimento do Filho de Deus ocorreu para que também pudéssemos nascer, mas, não nascer fisicamente, e sim espiritualmente. Esse é o verdadeiro Natal, a vida de Cristo em nós, o novo nascimento concedido graciosamente aos homens. Tal como lemos nas Escrituras:

Mas quando apareceu a benignidade e amor de Deus, nosso Salvador, para com os homens, não pelas obras de justiça que houvéssemos feito, mas segundo a sua misericórdia, nos salvou pela lavagem da regeneração e da renovação do Espírito Santo,que abundantemente ele derramou sobre nós por Jesus Cristo nosso Salvador. Tito 3:4-6

Essa bondade revelada é Jesus, Ele que nos salva dos nossos pecados e nos redime. Não por nosso merecimento, ou por boas obras que tenhamos feito, mas, pela sua graça, seu favor para com os homens. Jesus é o Natal, Jesus é o Salvador. Ele é o maior presente! 

Creia nisso!
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Esta é uma história fictícia, mas que gostaríamos muito que fosse verdadeira. O sertão nordestino é uma área missionária que requer nossa atenção. Pois aqui, em nosso país, há povos não alcançados também. Serrita, cidade utilizada em nosso enredo, possui apenas 0,59 % de cristãos evangélicos. Há povoados sem igrejas, pessoas sedentas, que até sabem o que é religiosidade, mas que desconhecem o único e suficiente Senhor e Salvador. Oremos e evangelizemos o nosso sertão. 

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