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17 de abr de 2015

O Contraste entre Deus e o Homem

Por Luciana Barbosa

"No ano em que o rei Uzias morreu, eu vi o Senhor assentado num trono alto e exaltado, e a aba de sua veste enchia o templo. Acima dele estavam serafins; cada um deles tinha seis asas: com duas cobriam o rosto, com duas cobriam os pés, e com duas voavam. E proclamavam uns aos outros: Santo, santo, santo é o Senhor dos Exércitos, a terra inteira está cheia da sua glória. Ao som das suas vozes os batentes das portas tremeram, e o templo ficou cheio de fumaça. Então gritei: Ai de mim! Estou perdido! Pois sou um homem de lábios impuros e vivo no meio de um povo de lábios impuros; e os meus olhos viram o Rei, o Senhor dos Exércitos! Então um dos serafins voou até mim trazendo uma brasa viva, que havia tirado do altar com uma tenaz.Com ela tocou a minha boca e disse: Veja, isto tocou os seus lábios; por isso, a sua culpa será removida, e o seu pecado será perdoado. Então ouvi a voz do Senhor, conclamando: Quem enviarei? Quem irá por nós? E eu respondi: "Eis-me aqui. Envia-me!"

Is.6:1-8

Estudando essa passagem de Isaías, extraí duas lições importantíssimas para nós cristãos genuínos, e que serve também para aqueles que ainda não tem a verdadeira compreensão da doutrina da antropologia (doutrina do homem). Algo que ultimamente tem me incomodado ao conversar com crentes e que também escuto dentro da igreja, é um ensino antibíblico, onde o homem acha-se a última bolacha do pacote, colocando-se no lugar de Deus, ou seja, invertendo os padrões bíblicos, colocando Deus na posição de servo e o homem de Senhor. Dividiremos esse trecho de Isaías em duas partes: O conhecimento de Deus (versículos de 1-4) e o de nós mesmos (versículos de 5-8). 

O conhecimento de Deus ou como Deus se apresenta a Isaías:

Trono sublime - aqui destacamos a soberania, isto é, o atributo pelo qual Deus possui completa autoridade sobre todas as coisas criadas, determinando-lhe o fim que desejar (Ne.9:6; Ex.18:11; Dt.10:14,17; ICr.29:11; Jr.27:5; At.17:24-26; Jd.4; Sl.22:28; 47:2,3,8; 50:10-12; 95:3-5; 135:5; 145:11-13; Ap.19:6). Ele está acima de tudo e de todos.

Santidade - Santo quer dizer "separado". Deus é separado de nós em dois sentidos: Primeiro, ele é o Criador e nós somos suas criaturas; Deus é santo isso trata de sua relação com o pecado. Ele é puro e certo, acima de todo pecado e toda maldade. Por esse motivo, Ele é separado dos homens pecadores. A santidade é uma qualidade central de Deus que engloba todos os outros atributos que lhes pertencem. Ele não apenas decide o que é certo; Ele mesmo é certo! Vemos os serafins dizendo: “santo, santo, santo” e ao contrário do que muitos dizem a respeito dessa parte, que se refere à santíssima trindade, aqui os serafins estão dizendo que Deus é Santíssimo (a repetição é o equivalente hebraico para o nosso superlativo). Temos que buscar a santidade, assim como o apóstolo Paulo nos exorta:

"Tendo, pois, ó amados, tais promessas, purifiquemo-nos de toda impureza, tanto da carne como do espírito, aperfeiçoando a nossa santidade no temor de Deus" 

2Co.7:1

O conhecimento de nós mesmos adquirido com a revelação do próprio Deus:

O homem jamais pode ter claro e real conhecimento de si mesmo, se primeiro não contemplar a face do Senhor, pois, sempre nos julgamos bons, justos, verdadeiros, merecedores de todas as coisas boas e a não ser que, o Senhor se revele a nós e sejamos convencidos de que somos injustos, insensatos, maus, impuros e merecedores do inferno. Mas não seremos convencidos se só dermos atenção a nós mesmos, e não ao Senhor. Enquanto não olharmos para além de nós mesmos ou dos outros que estão ao nosso redor e enxergarmos a Deus como nosso referencial, sempre ficaremos na mediocridade espiritual. Outra coisa que aprendemos nesse texto é que a santidade de Deus mostra desespero ao homem, onde Isaías, temendo, afirma que vai morrer: Então gritei: Ai de mim! Estou perdido! Pois sou um homem de lábios impuros e vivo no meio de um povo de lábios impuros; e os meus olhos viram o Rei, o Senhor dos Exércitos!

É exatamente essa reação que a presença de Deus deve causar no homem que reconhece seu pecado e a santidade do Senhor. Depois dessa aparição de Deus ao homem e o reconhecimento de sua indignidade, resta agora ao Ser Santo retirar a culpa desse homem e torná-lo pronto para ouvir e responder a esse chamado:

Então ouvi a voz do Senhor, conclamando: Quem enviarei? Quem irá por nós? E eu respondi: Eis-me aqui. Envia-me! Is.6:8

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