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6 de out de 2014

O Estado Intermediário

Por Franklin Ferreira

O estado intermediário refere-se à condição dos homens entre a morte e a ressurreição. A respeito dessa questão, a Escritura afirma que as pessoas na morte permanecem conscientemente vivas. O cristão aguarda a ressurreição final num estado consciente, na presença do Senhor.

Em 1Tessalonicenses 4.14, a palavra “dormir” é usada de maneira figurada para falar dos mortos. Não obstante, Jesus os trará consigo quando ele vier. Isso quer dizer que, agora, eles estão no céu com ele, conforme Filipenses 1.23, que diz que, ao sair da terra, o crente estará com Jesus. Em Apocalipse 6.9 e 20.4, temos uma referência clara a mártires que foram assassinados e que já desfrutam da benção de estar diante de Deus, antes da ressurreição final.

Não temos na Escritura uma descrição completa da natureza dessa comunhão com cristo após a morte, mas, “uma vez que não estaremos mais no corpo, deveremos ser libertos dos sofrimentos, imperfeições e pecados que afligem a vida presente”. Tendo considerado nossa glorificação anteriormente, somos lembrados agora que esta não se completará até que tenha acontecido a ressurreição do corpo. Por causa disso, a condição dos crentes, no estado intermediário, “é uma condição de ser incompleto, de antecipação, de felicidade provisória”. [1]

Essa doutrina se relaciona com outros aspectos da escatologia individual. O ensino sobre esse estado não deve ser separado do ensino sobre a ressurreição do corpo e sobre a renovação da criação. Aguardamos uma existência eterna e gloriosa com Cristo após a morte, uma existência que culminará na ressurreição.

Portanto, o estado intermediário e a ressurreição devem ser considerados como dois aspectos de uma esperança única. Esse ensino nos lembra que nossa vida atual é um estar ausente do Senhor, uma espécie de peregrinação. Entretanto, para o cristão, a morte é o chegar em casa. É o fim de sua peregrinação, o retorno à sua verdadeira casa (2Co 5.6-8).

(Fonte: Teologia Cristã, Edições Vida Nova.)
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[1] Antony Hoekema, A Bíblia e o Futuro, p. 129.