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16 de out de 2014

O Deus da Bíblia e o Deus dos Evangélicos

Por Luciana Barbosa


“Eu te conhecia só de ouvir, mas agora meus olhos te vêem”... Jó 42.5 


Neste texto não pretendo fazer a exposição do versículo acima, apenas o usarei para ilustrar o conhecimento que temos sobre Deus quando apenas o conhecemos de ouvir falar, isto é, aprendemos de terceiros e nos tornamos papagaios. Escutamos aqui e repassamos acolá. E nosso conhecimento de Deus quando nossos olhos o veem através das Escrituras. Quando buscamos conhecê-lo através da Sua revelação especial (Bíblia) e não através de outrem, percebemos algumas características a respeito de Deus que não se enquadram a Sua pessoa. Aqui dividiremos em duas partes:

COMO ENXERGAMOS A DEUS SÓ OUVINDO PESSOAS, PROFESSORES DE EBD (DESCOMPROMISSADOS), PASTORES SUPERFICIAIS, OU SEJA, CRENTES QUE INTERPRETAM A BÍBLIA ERRONEAMENTE.

“Eu te conhecia só de ouvir”. Quando o cristão conhece a Deus só de ouvir outras pessoas falarem, ele corre o risco de nunca conhecer o Deus das Escrituras e adorar um Deus que não é YAHWEH. O Deus que nos é apresentado (muitas vezes) é um velho babão, totalmente dependente do homem, que só existe por causa do homem. Nos seus atributos não há justiça, nem ira, apenas amor, misericórdia, graça e bondade; onde Sua fidelidade está associada só no que acontece de bom, pois, se o juízo é aplicado Deus deixa de ser fiel. É um Deus que se arrepende das coisas que faz. Um Deus que ama extremamente o homem a ponto de anular Sua santidade para encobrir o pecado do homem. Um Deus que está em constante guerra com Satanás na batalha entre o bem e o mal, onde não sabemos quem vai vencer. Que Seu Filho ao morrer na cruz pagou o resgate a Satanás e na cruz Cristo sofria a ira do Diabo. E, por fim um Deus que é zen, paz e amor, que ama todo mundo. Mas, é isso mesmo que vemos na Bíblia? Deus é esse Papai Noel que uns por aí ensinam? Passemos para a segunda parte:

COMO DEUS NOS É APRESENTADO NA BÍBLIA, QUANDO PASSO A LER AS ESCRITURAS, EXAMINANDO-A COMO DEVE SER, VEJO QUE TUDO ISSO QUE ESTÁ DESCRITO NO PARÁGRAFO ANTERIOR NÃO PASSA DE FALSAS SUPOSIÇÕES.

“Mas agora meus olhos te vêem.” As Escrituras descrevem Deus em Seus vários atributos, porém, citarei apenas alguns:

Autoexistência: Deus não tem causa de existência, pois não criou a Si mesmo e não foi causado por outra coisa ou por Si mesmo; Ele nunca teve início, portanto Deus é absolutamente independente de tudo. Deus é a razão de Sua própria existência (Jo 5.26; At 17.24-28; ITm 6.15,16). 

Imutabilidade: É o atributo pelo qual não encontramos nenhuma mudança em Deus, em Sua natureza, em Seus atributos e em Seu conselho. (Sl.102:26,27; Hb.1:12 e 13:8); Ele não muda nem por causa do homem.

Onipotência: atributo pelo qual encontramos em Deus o poder ilimitado para fazer qualquer coisa que Ele queira. (Sl 115.3; Sl 135.6). 

Soberania: Atributo pelo qual Deus possui completa autoridade sobre todas as coisas criadas, determinando-lhe o fim que desejar (Ne 9.6; Ex.18.11; Dt 10.14,17; ICr 29.11; Jr 27.5; At.17.24-26; Jd 4; Sl.22.28; 47.2,3,8; 50.10-12; 95.3-5; 135.5; 145.11-13; Ap 19.6). Está acima de tudo e de todos.
Ira: É a manifestação positiva da justiça divina sobre os transgressores da Sua Lei; Deus é um Deus de vingança, de retribuição (Rm 12.19).

Santidade: É a perfeição de Deus, em virtude da qual Ele eternamente quer manter e mantém a Sua excelência moral, aborrece o pecado, e exige pureza moral em suas criaturas, Ele é puro.

Misericórdia: compaixão, piedade, benignidade, clemência e generosidade. É a bondade de Deus demonstrada para com os que se acham na miséria ou na desgraça, independentemente dos seus méritos (Dt 5.10; Sl 57.10; Sl 86.5; ICr 16.34; IICr 7.6; Sl 116.5; Sl 136; Ed 3.11; Sl 145.9; Ez.18.23,32; Ex 33.11; Lc 6.35; Sl 143.12; Jó 6.14). 

Graça: É a bondade de Deus exercida em prol da pessoa indigna. Portanto graça é o ato divino de conceder ao pecador toda a bondade de Deus a qual ele não merece receber (Ex 33.19). 

Esse é o Deus que devemos crer, esse é o Deus das Escrituras, o Todo- Poderoso, O Grande Eu Sou, Deus de guerra, que ama Sua glória e santidade, que não depende do homem para absolutamente nada!

Agora compare as duas apresentações e responda: O Deus da Bíblia é Pregado na Sua Igreja?