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20 de abr. de 2016

Estamos na Última Hora: Cuidado com os Enganadores

Por Thiago Oliveira

Texto Base: 1 João 2:18-29

18. Filhinhos, esta é a última hora; e, assim como vocês ouviram que o anticristo está vindo, já agora muitos anticristos têm surgido. Por isso sabemos que esta é a última hora.

19. Eles saíram do nosso meio, mas na realidade não eram dos nossos, pois, se fossem dos nossos, teriam permanecido conosco; o fato de terem saído mostra que nenhum deles era dos nossos.

20. Mas vocês têm uma unção que procede do Santo, e todos vocês têm conhecimento.

21. Não lhes escrevo porque não conhecem a verdade, mas porque vocês a conhecem e porque nenhuma mentira procede da verdade.

22. Quem é o mentiroso, senão aquele que nega que Jesus é o Cristo? Este é o anticristo: aquele que nega o Pai e o Filho.

23. Todo o que nega o Filho também não tem o Pai; quem confessa publicamente o Filho tem também o Pai.

24. Quanto a vocês, cuidem para que aquilo que ouviram desde o princípio permaneça em vocês. Se o que ouviram desde o princípio permanecer em vocês, vocês também permanecerão no Filho e no Pai.

25. E esta é a promessa que ele nos fez: a vida eterna.

26. Escrevo-lhes estas coisas a respeito daqueles que os querem enganar.

27. Quanto a vocês, a unção que receberam dele permanece em vocês, e não precisam que alguém os ensine; mas, como a unção dele recebida, que é verdadeira e não falsa, os ensina acerca de todas as coisas, permaneçam nele como ele os ensinou.

28. Filhinhos, agora permaneçam nele para que, quando ele se manifestar, tenhamos confiança e não sejamos envergonhados diante dele na sua vinda.

29. Se vocês sabem que ele é justo, saibam também que todo aquele que pratica a justiça é nascido dele.

Introdução

Algo que não foi dito ainda durante estas exposições da primeira epístola de João é que o gnosticismo era uma heresia que vinha sido combatida pelos apóstolos e mestres da igreja primitiva. Os adeptos desta “religião de mistério” criam que através do conhecimento chegariam a Deus. Todavia era um conhecimento advindo não do estudo, mas sim de experiências místicas e imersões no campo do sobrenatural. Deixei para falar neste momento em que o apóstolo João trata dos falsos mestres. João não diz em seu texto que eles são gnósticos, mas é possível presumir isso ao olhar o contexto histórico que compreende o período em que a carta foi escrita.

Soma-se aos gnósticos os judeus que negavam a divindade de Jesus e que não o reconheciam como o Messias enviado por Deus. Estas eram as ameaças a sã doutrina, as duas correntes que mais traziam prejuízo a Igreja. Aqui veremos que a Igreja precisa se manter fiel no ensino da Escritura e se preparar para enfrentar os falsos mestres e os que têm o espírito do anticristo. Eles serão vencidos desde que os santos que integram o Corpo de Cristo retenham o conhecimento da verdade.

Vivendo na última hora (18-19)

Na linguagem do apóstolo, a igreja primitiva já estava vivendo a “última hora”, sendo assim, não seria exagero afirmar que vivemos no “último minuto”. Esta cronologia regressiva aponta para o momento culminante da história, o evento que encerrará o tempo presente e dará início a eternidade. Tudo que Deus revelou por meio de sua Palavra foi cumprido em Cristo. A esperança final e expectativa da Igreja é que se cumpra o retorno daquele que já veio e há de vir novamente, mas dessa vez virá entronizado e julgará os vivos e os mortos (At 10.42 e 2Tm 4.1). A segunda vinda de Cristo é o evento que deve ser aguardado por toda geração de cristãos. É salutar vivermos na perspectiva de sermos a geração que verá o “grande dia” chegar.

O anticristo é um termo presente apenas nos escritos joaninos, todavia, levando em consideração outras nomenclaturas, temos registros sobre ele em outras passagens da Escritura (Dn 11.36-37, MT 24.15 e 2Ts 2.3). Este representa não apenas um oponente do Senhor Jesus, mas alguém que deseja ocupar o seu lugar. Por isso, podemos presumir que sua oposição pode de início não ser aberta, e sim velada. O anticristo pode seduzir a muitos, pois ele tem o espírito do Enganador, e se colocar como alguém que está dando continuidade ao que Cristo iniciou. Ele será manifesto próximo ao retorno do Senhor, e terá obtido prestígio e veneração entre os que são do mundo. Será adorado como uma divindade e quando estiver estabelecido seu trono na terra, realizará uma ferrenha perseguição a Igreja, o que culminará em martírio dos crentes e apostasia, pois aqueles que são apenas cristãos nominais, diante da perseguição vão demonstrar sua verdadeira faceta de ímpios.

Só que antes que este anticristo final apareça, seu espírito já opera no mundo por meio de seus representantes infiltrados dentro da Igreja. João adverte que nas fileiras da própria Igreja encontramos alguns de seus algozes. Os falsos mestres e enganadores, os homens que desejam controlar o rebanho do Senhor por jactância e ambição estão entre estes anticristos. Estes vão se revelar com o tempo e voluntariamente abandonarão a Igreja para trilhar o que pensam ser seu próprio caminho, mas na verdade é o caminho de Satanás. João diz que mesmo eles tendo saídos do meio da congregação, nunca pertenceram a Jesus, de fato. Aqui fica um alerta: Ser membro de uma igreja não é sinal de pertencer a Cristo, muitos estão no lado oposto da batalha, são agentes do anticristo fingindo ser cristãos.

Unção e Conhecimento (20-23)

A Igreja é portadora da unção do Cristo. Ele é o ungido e foi ele quem nos ungiu com seu “óleo precioso da unção”. Este é um termo que é mal empregado em muitos arraiais evangélicos. Há quem fale em diversas “unções”. Lembro-me de uma música que falava assim “recebe a cura, recebe a unção. Unção de ousadia, unção de conquista, unção de multiplicação”. Isto é fruto de desconhecimento bíblico. A unção aqui é ter o Espírito Santo e com isso a clara distinção entre os que são separados por Cristo e os que são do mundo. Jesus foi ungido pelo Espírito Santo (At 10.38) e nos ungiu com o mesmo Espírito (At 1.8 e 2.4). Este Espírito é nosso selo, a marca que demonstra de quem somos propriedade (Ef 1.13).

Os mestres gnósticos afirmavam ter recebido uma unção especial, se achavam diferenciados. De acordo com a heresia da gnosis, existiam dois tipos de cristãos: os incipientes e os iluminados por um conhecimento que estava encoberto para os demais cristãos. Isso vai de encontro à ortodoxia bíblica. A única distinção visível nas Escrituras é entre crentes e incrédulos, eleitos e não eleitos, salvos e não salvos. Dentre os crentes não existe divisão. Todos estão sob a tutela do mesmo Espírito, n’Ele batizados na mesma fé (1Co 12:13 e Ef 4:4). Por isso, João afirma que o conhecimento da verdade está atrelado a verdadeira unção no Espírito, marca de todo o cristão. É o Espírito Santo quem livra o crente do engano, fazendo com que ele não abrace o conteúdo herético dos falsos mestres.

A heresia se manifesta na negação do senhorio de Jesus Cristo. Não existe nenhum caminho para se chegar a Deus que não seja Cristo, ele é a única via (Jo 14.6), o único mediador entre o Pai celeste e os homens (1Tm 2.5). Quando algum ensino se desvia do que diz o Evangelho em busca de outras alternativas de crescimento espiritual ou salvação, ele deve ser prontamente rejeitado pelos que têm o Espírito Santo. Como afirma o apóstolo, a mentira não procede da verdade, sendo assim, os que estão firmes nas verdades reveladas na Palavra de Deus, inspiradas pelo Espírito, não irão sucumbir aos falsos ensinamentos e não negarão o senhorio de Jesus.

Firmeza no que já se conhece (24-27)

Para que se permaneça unido com Deus, o cristão deve se apegar aquilo que já foi transmitido e que ele já conhece como sendo palavra divina. A inovação doutrinária é um câncer que tem matado a comunhão de muitas igrejas com o Senhor. O apóstolo João afirma que não devemos buscar novidades, mas sim ter um alicerce na pregação apostólica (o que foi ouvido desde o princípio), pois esta é o fundamento da Igreja, que tem em Cristo a sua pedra angular (Ef 2.20). Não é à toa quando se diz que a pregação expositiva é uma marca distintiva de uma igreja saudável. E quando a Igreja permanece firme na Palavra, ela tem a garantia que veio do próprio Senhor e que está presente na Escritura. Jesus prometeu vida eterna para os membros do seu Corpo.

Diante daquilo que já é conhecido e tendo a unção do Espírito, a igreja está apta para enxotar de seu meio os enganadores. Não é necessário que alguém traga ensinamento novo. O apóstolo Paulo adverte que qualquer outra revelação que não se enquadre com o conteúdo da pregação apostólica deve ser considerada maldita (Gl 1.8). Diante da ameaça dos que querem enganar a Igreja com palavras persuasivas que estão em desacordo com a Escritura, sejamos intransigentes, isto é, não toleremos os falsos ensinamentos fazendo concessões. Quando se trata de ortodoxia - o correto ensino doutrinário - não pode haver espaço para a flexibilidade. Para erva-daninha não se coloca remédio, se coloca veneno. Nesse caso, a Palavra da Verdade mata a erva-daninha chamada heresia.

Aptos para o dia do Juízo (28-29)

Finalizando o capítulo 2, João associa a firmeza doutrinária a aptidão para comparecer disnte do SENHOR no dia do juízo. Aqueles que titubearam na ortodoxia serão envergonhados perante aquele que é Justo. Justiça aqui é equivalente à retidão ou santidade.  Podemos afirmar que todo aquele que tem consciência de quem Deus é, irá procurar viver de modo que O agrade. Por isso, os que demonstram frutos de justiça, isto é, andam de maneira íntegra, seguindo retamente os preceitos do Senhor sem adulterá-los com falsos ensinamentos, dão prova de que são nascidos de Deus.

O cristão precisa ter confiança e não medo do juízo vindouro, pois, está seguro em Cristo. Este nos justificou para que andemos como Ele andou, fazendo a vontade do Pai e recebendo a dádiva da vida eterna quando Ele voltar.

Aplicações

1. Preciso viver na expectativa da volta de Cristo, ansiando estar com ele no Reino dos céus. Não há nenhum prazer neste mundo que se compare ao gozo de desfrutar das bênçãos celestiais no lugar que Jesus tem preparado para os seus.

2. Não posso dar ouvidos aos falsos ensinamentos, e devo confrontar todo e qualquer ensino com a Palavra da Verdade. Conhecimento de Deus e da palavra revelada é marca indelével de um cristão.

3. Não devo temer o dia do juízo, mas sim confiar de que meus passos andarão por caminhos retos, não por algo de bom que exista em mim, mas porque Aquele que me guia é a luz que me faz enxergar o chão em que piso e a cidade celestial que já desponta no horizonte.

Louvado seja Deus!  

9 de mar. de 2016

Não se iluda: Satanás também tem seus profetas!

Por Thiago Azevedo

Talvez o título deste pequeno texto soe muito forte. Mas não tem como expressar de forma diferente a situação atual que vive o evangelho no Brasil. Sabe aquela velha história de que o que legitima a atuação de determinado personagem é justamente a plateia que o aplaude? Pronto, é justamente isso que está ocorrendo no seio do cristianismo moderno. Cada vez mais apóstolos, apóstolas, bispos, bispas, paipóstolos, mãepóstolas, e profetas diversos surgem no cenário evangélico tupiniquim, e isso ocorre por existir uma plateia numerosa que aplaude e legitima toda esta prática mercantil. Em cabeças megalomaníacas, o simples título de pastor provoca comichão. Daqui a uns dias teremos até demiurgos em círculos “evangélicos”. Infelizmente a lama desta represa tem se espalhado há anos e é mais tóxica que qualquer outra lama com rejeitos de minério.

Nas escrituras sagradas vemos logo no Êxodo os magos, sábios e feiticeiros do antigo Egito reproduzindo alguns dos milagres que o próprio Deus realizava por meio de Moisés e Arão. Mas já ali era possível perceber uma superioridade daquilo que Deus faz em comparação com as hostes malignas. Ou seja, em determinado momento, a vara que Arão jogou ao chão se transforma numa cobra e esta engole as cobras que os magos, sábios e feiticeiros do Egito fizeram aparecer por meio de suas ciências ocultas (ver Êxodo 7:8-12). A audácia maligna não para por ai. Os dois primeiros milagres que trouxeram as duas primeiras pragas no Egito, realizados por Deus e por intermédio de Moisés e Arão no confronto com faraó, também foram reproduzidos de forma idêntica pelos magos, sábios e feiticeiros do Egito. Mas era possível também enxergar a superioridade do Deus dos hebreus sobre as hostes das ciências ocultas. Vejamos:

Moisés e Arão fizeram como o Senhor tinha ordenado. Arão levantou a vara e feriu as águas do Nilo na presença do faraó e dos seus conselheiros; e toda a água do rio transformou-se em sangue. Os peixes morreram e o rio cheirava tão mal que os egípcios não conseguiam beber das suas águas. Havia sangue por toda a terra do Egito. Mas os magos do Egito fizeram a mesma coisa por meio de suas ciências ocultas. O coração do faraó se endureceu, e ele não deu ouvido a Moisés e a Arão, como o Senhor tinha dito (Êxodo 7:20-22).
É bem verdade que não podemos desprezar o fato de Deus estar no controle de toda a história, nada foge desta regra. Podemos perceber isso quando o próprio Deus mune seus profetas, antecipadamente, sobre a postura futura nada amistosa do faraó em relação ao pleito que iria ser solicitado, a autorização para saída do povo israelita do Egito (veja Êxodo 7:1-5). O texto supracitado nos diz que os magos do Egito reproduziram o milagre por meio de suas ciências ocultas, e não por meio de Deus. Sabe-se que o esoterismo permeava este período. A Bíblia ainda relata mais uma ação “milagrosa” da parte dos magos do Egito que mais uma vez provem das ciências ocultas, e não do próprio Deus:

Depois o Senhor disse a Moisés: "Diga a Arão que estenda a mão com a vara sobre os rios, sobre os canais e sobre os açudes, e faça subir deles rãs sobre a terra do Egito". Assim Arão estendeu a mão sobre as águas do Egito, e as rãs subiram e cobriram a terra do Egito. Mas os magos fizeram a mesma coisa por meio das suas ciências ocultas: fizeram subir rãs sobre a terra do Egito (Êxodo 8:5-7.)
A alegação feita anteriormente, que se pode perceber a superioridade do milagre de Deus em relação ao milagre produzido pelas hostes das ciências ocultas, fica mais clara ainda em Êxodo 8:8, onde faraó suplica aos profetas de Deus para que orassem e as rãs fossem expulsas do território egípcio. Ora, a grande questão que nos vem à mente é a seguinte: por que faraó não ordena aos magos, sábios e feiticeiros do Egito que eles expulsem as rãs por meio de suas ciências ocultas? Porque nem eles, nem suas respectivas ciências ocultas, têm poder para tal feito. Posteriormente os próprios magos, sábios e feiticeiros passaram a sofrer com as pragas de Deus sobre aquela terra e não conseguiam mais reproduzir o que Deus fazia por meio de Moisés e Arão (veja Êxodo 8:16-19), e no verso 19, os magos reconheceram que tudo aquilo se tratava do “Dedo de Deus”. A partir deste momento não tentaram mais reproduzir os milagres que Deus fazia, pois chegaram à conclusão que não teriam como competir com Deus.

Assim como a fé judaico-cristã se deparou com muitos profetas de Baal na sua gênese (Elias é outro bom exemplo disso), e estes falsos profetas, sempre munidos com poderes das trevas, tentaram por muito trazer engano. Outro bom exemplo, Já em tempos cristãos, fica por conta do apóstolo Paulo quando se deparou com o mesmo problema em Coríntios, chegando à conclusão de que satanás tem seus ministros:

Mas o que eu faço o farei, para cortar ocasião aos que buscam ocasião, a fim de que, naquilo em que se gloriam, sejam achados assim como nós. Porque tais falsos apóstolos são obreiros fraudulentos, transfigurando-se em apóstolos de Cristo. E não é maravilha, porque o próprio Satanás se transfigura em anjo de luz. Não é muito, pois, que os seus ministros se transfigurem em ministros da justiça; o fim dos quais será conforme as suas obras (2 Coríntios 11:12-15).
Os ministros “de justiça” de satanás estão espalhados e eles profetizam, fazem o bem, se travestem de cristãos, e poucos os percebem. O disfarce é quase perfeito.

Precisamos entender que nem sempre que alguém profetiza algo que se concretiza, ou que supostos milagres ocorrem, mesmo que seja em nome de Deus, não quer dizer que proveio da parte de Deus (como vimos os magos, feiticeiros e sábios do antigo Egito reproduzindo o milagre divino por meio de ciências ocultas. E como o próprio Paulo proferiu que satanás tem seus ministros de justiça, e eles estão em plena atividade). Alguém certa vez me disse o seguinte: “sempre que alguém prediz algo e que de fato se realiza, veio da parte de Deus”. Então vejamos; um bom exemplo que demonstra que esta alegação não tem procedência (que nem sempre a concretização de uma profecia vem da parte de Deus) fica por conta da jovem “Regina Zouki Pimenta”. Paulistana que após as eleições presidenciais de 2014 profetizou uma gama de pragas contra os nordestinos. Veja a infeliz publicação da jovem abaixo:
Não pretendemos adentrar nas nuances das discussões que envolvem o cenário político no Brasil. Até mesmo porque, desviaríamos do tema principal. Podemos apenas dizer, mais uma vez, que a lama que escoa desta represa também tem afetado toda uma nação tanto quanto a lama de rejeitos de minério que destruiu Mariana e o equilíbrio ambiental por aquelas bandas. A imagem do país, na atualidade, se encontra chafurdada e conspurcada num charco enlameado. Pedimos desculpas pelo palavrão em sigla na postagem, mas não queria ser acusado de alterar a fonte da informação. Assim, podemos perceber que muito do que a Jovem “profetizou” está acontecendo. Ou seja, temos crianças nascendo sem cérebro no Nordeste, temos crianças nascendo com microcefalia – doença que intriga a comunidade médica –, dengue, zika vírus, pragas diversas. Temos doenças que nem os médicos cubanos, e muito menos os brasileiros, podem curar. Temos desnutrição em diversas comunidades carentes do Nordeste, etc. O fato é que boa parte da “profecia” da moça está acontecendo. E agora? Quem está por de trás destas profecias? Elas provem de Deus ou das hostes malignas e dos ministros de satanás? Qual é a fontes desta profecia? Temos que ter cuidado, pois nem tudo que se prediz e se concretiza, provém de Deus. Precisamos entender que satanás tem seus arautos, sua função é enganar os escolhidos. Estes ministros também profetizam, e suas profecias, às vezes, se concretizam. Cabe aos cristãos genuínos identificar e distinguir quem são os profetas de Deus e os profetas de satanás. Estes últimos se afastam cada vez mais das Escrituras Sagradas e desenvolvem em torno de si uma nova teologia pautada sempre na experiência e no místico. A estratégia é afastar cada vez mais as pessoas da Verdade Revelada. Os profetas de Deus realizam o percurso contrário, estão sempre mais apegados às Escrituras Sagradas, entendem que seu conteúdo é a fonte mais pura e genuína que reverbera a voz de Deus, e a principal função do profeta é repassar tão somente a voz de Deus. Ou seja, a pregação e a exposição da Sagrada Escritura é a mais pura e genuína profecia que temos atualmente. Como já se disse, quer ouvir a voz de Deus? Leia a Bíblia. Os cristãos genuínos Vivem por meio dela.

A jovem “profeta” citada acima é uma prova cabal de que nem tudo que parece é, que nem tudo que se prediz e se concretiza tem sua fonte na pessoa Deus. Poderíamos citar também outras pessoas que ganham a vida predizendo o futuro, e às vezes, acertam – cartomantes, feiticeiros, apostadores diversos etc., estes são os magos do Egito da modernidade. Logo, qual é a fonte destas adivinhações? É Deus?  Vivemos uma época de muitas “profecias” e de muitos “profetas”, mas sem conteúdo. Poucos são os que repassam a genuína voz de Deus contida nas Escrituras Sagradas. E de quem é a culpa? Dos próprios cristãos que se perdem por falta de conhecimento e por desprezar a instrução (Oseas 4:6). Acabam caindo naquilo que denomino de “Síndrome de Saul”. Ou seja, na ânsia de querer ouvir Deus falar acabam que emprestando os ouvidos a satanás e a seus ministros de justiça (ver I Crônicas 10:13). Com isso se perdem no caminho, não conseguem mais distinguir o que é e o que não é voz de Deus (João 10:4), se iludem com as propostas daqueles que são estranhos à fé e que não entram pela porta do curral (João 10:1-2), acabam seguindo o estranho e se iludindo com o mesmo sem fazer distinções (João 10:5). Só nos resta concluir como iniciamos: Não se iluda, satanás também tem seus profetas! E eles estão em plena atividade.

13 de nov. de 2015

Fatores que evidenciam uma Crise Pastoral

Por Thiago Azevedo

Em dias de crise econômica e escassez ética, nada melhor que refletir sobre as motivações que possam gerar uma situação igual a que estamos vivendo no contexto político de nossa pátria. Refletir sobre o tema específico é proveitoso. É justamente isso que iremos fazer neste conteúdo. Porém, não direcionaremos nossa reflexão à crise político-econômica de nossos dias. Pois, ao abordar este tema, necessariamente, outros temas viriam à baila. E se fizermos uma busca pelo ponto cerne de tudo, sem sombras de dúvidas, chegaríamos ao pecado como causa. Mas, a crise a ser abordada aqui, bem como suas causas, é na realidade outra, e que tem se instaurado em outro ambiente, a saber, no ministério pastoral. Há anos que temos introduzido no cenário religioso tupiniquim uma verdadeira “Crise Pastoral”. Em primeiro lugar, precisamos definir termos: Poimen, este que é o termo utilizado para pastor em grego e que significa supervisionar o rebanho – cuidado contínuo, zelo, preocupação com bem-estar e saúde das ovelhas. Observando o significado do termo em si, logo nos vem algumas dúvidas, a saber: Por que tantas pessoas que se aventuram no ministério pastoral não possuem essas características? Por que tantos que se aventuram neste ofício realizam a lógica contrária, a saber, obter vantagens próprias por meio das “ovelhas” ao invés de ampará-las? Na realidade, vivemos uma grande “Crise Pastoral” sem precedentes. Neste texto, tentarei destacar alguns dos principais motivos de tal crise.

17 de jun. de 2015

Falso Profeta sim; Ai de quem achar ruim!

Por Thiago Oliveira

Nesse vídeo aqui, o Edir Macedo, que dispensa apresentações, diz com todas as letras que Deus tem a obrigação de abençoar aquele que oferta em "sua obra". Ele se orgulha deste ensino, diz que ninguém verá isso ser dito em outra igreja evangélica. Ele ainda fala que não é para a pessoa orar pelo favor divino, pois isto é falta de fé. O negócio é ofertar e colocar Deus contra a parede dizendo: "ta aqui a oferta agora me dá a resposta". Macedo chega a caçoar dos que oram pedindo pela "misericórdia de Deus". Realmente a sua teologia pode ser resumida na máxima "ou dá ou desce".

15 de mai. de 2015

O Dia que o Diabo Pregou

Por Daniel Rocha

Arreda, Satanás! Tu és para mim pedra de tropeço, porque não cogitas das coisas de Deus, e sim das dos homens. (Mateus 16.23)

E se fosse concedida ao diabo a oportunidade de pregar um sermão? Como seria essa pregação? Obviamente ele não falaria que estava fundando uma nova “igreja” com o seu nome para arrebanhar gente, pois ele pode ser tudo, menos estúpido. É mais prático entrar na seara dos fiéis e pregar um “Deus” que não existe, expor um simulacro do Eterno e um Jesus que vai além das Escrituras, pois com isso ele semearia o joio em meio ao trigo e exporia meias-verdades valendo-se de textos piedosos, por saber muito bem que a mentira mais destrutiva é aquela que mais se parece com a verdade.

5 de mai. de 2015

O Problema do Falso Cristianismo



Malafaia e Feliciano disputam quem é o mais herege

Por Thiago Oliveira

Quão triste é ter que escrever sobre tais coisas. Novamente sei que muitos que são adeptos do “não julguem” irão me julgar e dizer que eu não deveria criticar estes (pseudos) pastores. Mas como me calar quando a Sã Doutrina é vilipendiada grosseira e cinicamente? Primeiro, o Silas Malaia não satisfeito com os hereges que aqui estão, convida um dos Estados Unidos para mercadejar na cara dura uma “unção misteriosa”. Sábado, dia 02/05/2015, Morris Cerullo, apresentado como um homem de Deus e portador de bênçãos, diz que é necessário ter fé, ou seja, ofertar dinheiro para ver os milagres acontecerem. 

29 de jan. de 2015

O Evangelho de Satanás

Por Fernando Carvalho
Ele está por todos os lados, sendo domingo após domingo pregado e reverenciado por muitos. Ele é atrativo, estremece a carne, emociona o coração e deixa a mente em êxtase! Faz o homem se sentir poderoso, faz pastores arruinarem a fé de vários (inclusive a própria). Faz nascer desastrados ministérios que desonram blasfemam do evangelho de Jesus Cristo, arrastando multidões de iludidos. Faz o movimento gospel faturar milhões de reais para honra, glória e poder dos ventres insaciáveis dos magnatas de púlpitos.
Sim esse é o evangelho de Satanás, um legado que seduziu o homem no Éden e quis seduzir a Cristo no deserto. Ele busca colocar no centro dessa maldita mensagem a satisfação própria dos que são enganados por ele. Me basearei no texto da tentação de Mateus capitulo 4 para descrever as ações dessa mentirosa mensagem proferida em alta voz hoje, no movimento evangélico mundial.

Primeiro ponto:  Unicamente Satisfazer as necessidades individuais.

"Se tu és filho de Deus mande que essas pedras se transformem em pães".
Mateus 4:3
A mensagem central desse falso evangelho e impulsionar as pessoas a buscá-lO para satisfazer unicamente a própria necessidade e de maneira apressada desobedecer a vontade de Deus, uma vez que se Jesus tivesse atendido essa proposta baseada em uma nescessidade de primeira ordem (fome), teria contrariado a ordem da missão do Pai, e seria um rebelde. Lógico que Jesus não faria isso jamais, porém é o que mais vemos dentro das igrejas: pessoas decretando por serem "filhos de Deus" uma enxurrada de vontades próprias como motivo de buscar a face de Deus, se rebelando contra a vontade do Senhor.

Segundo ponto: Usar textos isolados e distorcidos, tendo a pretensão de achar que Deus é obrigado a agir segundo os meus impulsos.

“Se és o Filho de Deus, joga-te daqui para baixo. Pois está escrito: Ele dará ordens a seus anjos a seu respeito, e com as mãos eles o segurarão, para que você não tropece em alguma pedra”.
Mateus 4:6
Faz-se preciso esclarecer algo a respeito desse versículo. Satanás tem agido nas pregações e orações da igreja, quando a palavra de Deus é citada para um fim próprio de quem ora, ou prega, mas na verdade é distorcida para essa finalidade e ainda por cima revela um coração arrogante e presunçoso. Deus jamais nos ensinou a reivindicar a sua autoridade, mas sim, pedirmos humildemente a Sua vontade (Seja feita a sua vontade assim na terra, como no céu - Mateus 6:10).
O versículo é distorcido por que o salmo 91, diz que essa guarda de Deus aconteceria em toda a caminhada de Cristo no propósito da missão e jamais tentando os poderes de Deus, quando jogar-se do penhasco não estavam nos decretos do Senhor. Na verdade Satanás queria que Jesus se revelasse o Cristo antes do Tempo e assim não haveria cruz para remissão dos pecados. Hoje o que vemos são pessoas interessadas em suas próprias vontades, querendo fundar ministérios particulares longe da vontade de Deus porém dentro da própria vontade, provando de uma glorificação corruptível.

Terceiro ponto: A adoração que promove a conquista.

“Depois, o Diabo o levou a um monte muito alto e mostrou-lhe todos os reinos do mundo e o seu esplendor e lhe disse: Tudo isto te darei, se te prostrares e me adorares”.
Mateus 4: 8,9
Esse é o ponto mais contundente do evangelho satânico. A adoração que promoverá as “bênçãos", conquistas, prestígios, sucesso e domínio. Essa foi a frase usada pelo Diabo queridos leitores. É a frase do momento na boca do movimento evangélico brasileiro. Buscar uma excelência de reinado que não foi ensinado pelo Senhor. Na verdade o Senhor em seu ministério foi SERVO e acredito não precisar biblicamente provar essa afirmação.
As adorações por interesse daquilo que Deus pode fazer, na verdade é a FALSA promessa do que o Diabo ofereceu a Cristo! Se ensina que você deve ser fiel na adoração financeira, assim Deus lhe abençoará transbordando os celeiros com carros, casas, casamento, empregos, poder. Não, caros leitores! Isso não é promessa bíblica para a igreja. Geralmente essa falsa promessa é avalizada com textos do antigo testamento levando em conta a prosperidade de Israel. Irmãos a consequência do Israel próspero financeiramente é um Israel desgraçado espiritualmente, onde é o caso das pessoas que querem adquirir os reinos deste mundo!
O Evangelho de Satanás tem sido utilizado por falsos profetas a fim de gerar impérios, promovendo falsas promessas no tempo presente, gerando bodes rebeldes e indiferentes à vontade do Senhor. As Igrejas viraram programas de auditórios, com palestrantes usados por Satanás, a prometerem conforto, vitória, prosperidade e isso tudo nos Reinos deste Mundo.
Fujam dessa farsa! O Senhor Jesus é quem porta as fiéis bênçãos para igreja, baseada em uma glória incorruptível, reservada aos eleitos santos no Senhor. Desfrutaremos de uma riqueza que nem temos ideia do que seja, para que o homem em sua presunção, não pudesse tentar imitá-la em suas falsas deduções.
Sim, ao único e sábio Deus seja dada Glória, por intermédio de Jesus Cristo, para todo o sempre. Amém! (Romanos 16:27)

23 de out. de 2014

Os Pilantrópicos da Fé e a Síndrome de Estocolmo

Por Thiago Azevedo

A pilantropia[1] da fé é um movimento moderno que surgiu no início do século XX nos Estados unidos com o advento do neopentecostalismo. Como o Brasil, em muitos casos, tem recebido uma descarga cultural dos EUA ao longo dos tempos, não demoraria muito para que o neopentecostalismo aterrissasse em solo brasileiro. Esta descarga ocorre com certa frequência. Basta olhar os programas que figuram na telinha da TV brasileira como sucesso. Estes, nada mais são que franquias de programas que nasceram nos EUA, tais como:  The voice, Master chefe, Mega Senha, bem como uma gama das pegadinhas que se vê em programas diversos que tem por função entreter o povo.Todos estes proveem do ambiente norte-americano. Tudo isso e mais um pouco é fruto de criatividade – se é que pode ser chamada assim – alheia e dos dotes intelectuais daqueles que habitam na Terra do Tio Sam.

Este dado seria a comprovação que o Brasil, o país do futebol, – agora não se sabe se ainda pode ser chamado assim – não possui nenhuma criatividade televisiva, ao menos no presente momento.  Ou seja, tudo que se assiste no Brasil é imitação de outros países, sobretudo, dos EUA. Uma comprovação deste fato é a crescente das vendas dos pacotes das empresas de TV por assinatura no país, isso nem sempre é a solução, mas funciona como um paliativo eficaz para quem gosta de assistir uma boa programação. Inclusive, estes pacotes também estão repletos de programas norte-americanos, o que enfatiza ainda mais a alegação da descarga estadunidense em solo brasileiro.

É desta descarga e deste desague que ocorre em solos brasileiros que muitos dos costumes estranhos à fé alcançaram-nos, dentre estes, a pilantropia da fé. O movimento da pilantropia da fé adentrou o solo brasileiro a partir dos sucessivos desagues e descargas, das mais diversas localidades do mundo, que a caixa receptora chamada Brasil recebe. Estes têm influenciado, com peso, a cultura religiosa do país. Por exemplo, um grande mal que veio da Colômbia com seu pioneiro Castellanos Dominguez chamado G 12 desgraçou a fé dos brasileiros – esta que já não andava muito boa. Foi com este mal introduzido em solos brasileiros que começou as mais estranhas manifestações em ambientes eclesiásticos: cair no espirito, regressão, batalha espiritual etc. Isso sem falar no complexo megalomaníaco que os adeptos deste movimento possuem, Basta ver seus suntuosos templos por ai. Neste vácuo, o movimento é fortalecido pela exacerbada ênfase no lucro.

Os pilantrópicos usam e abusam de suas versatilidades mecanizadas para angariar recursos para suas instituições pilantrópicas. Mas, ao passo que os pilantrópicos tomam vulto – como uma pandemia – seus seguidores também crescem e aparecem. O contingente de fiéis que seguem estes pilantrópicos é cada vez maior, como explicar? Primeiro a própria bíblia já mostra em Os 4:6, mas há outra explicação e esta remonta justamente a questão da síndrome de Estocolmo. Esta síndrome fora criada por um psicólogo e criminólogo chamado Neils Bejerot, que investigou o assalto do Kreditbanken em Norrmalmstorg na Suécia. Este assalto perdurou por cinco dias e contou com algo inusitado até o momento neste tipo de crime, a saber, o comportamento dos reféns. No caso, os reféns se apegarem aos criminosos. Isso mesmo! Algumas pessoas quando são expostas a situações de risco e de pressão psicológica por um período de tempo longo acabam que se apegando aos seus opressores. Segundo alguns psicólogos, a presente síndrome se dá pela junção de um estresse físico emocional intenso e a convivência com quem provoca este estresse.  Quando a história se finda de forma positiva, isto é, com a prisão dos criminosos, algumas pessoas, ainda acometidas deste mal, prestam até depoimento a favor dos criminosos, isso pelo fato de acreditar que são bons.

O caso mais conhecido desta síndrome em uma personagem é na história do conto francês que virou o filme “A bela e a fera”, onde a mocinha se apaixona pelo monstro. Pois bem, há muitos fiéis que se apaixonam pelos monstros chamados pilantrópicos da fé que lhe extorquem cada vez mais. Estes fiéis ao invés de reprimi-los, cada vez mais se apaixonam por tais monstros. Esta é a combinação explosiva, mais que positiva, para que cada vez mais o movimento da pilantropia da fé não pare de crescer. Geralmente os pilantrópicos pervertem doutrinas bíblicas, mudam textos bíblicos, dizem que estão recebendo novas revelações... E tudo isso para cativar cada vez mais seus reféns de essência bestial. Assim como um animal não tem a plena noção de que está sendo conduzido ao abate, estas pessoas se portam como os reféns do Kreditbanken na Suécia. A saber, amam seus algozes mesmo com armas apontadas para suas frontes. E muitos destes, ainda defendem os pilantrópicos se preciso for numa audiência pública. Tudo isso poderia ser resolvido com apenas uma questão: qual árvore se alimenta de seu próprio fruto? A resposta é nenhuma. A função da árvore é alimentar e não se auto alimentar como fazem os pilantrópicos da fé com suas pilantropias que cada vez mais comem seus próprios frutos (dinheiro) enquanto os fiéis estão privados destes.

Portanto, cuidado com o movimento da pilantropia. Cuidado com a síndrome de Estocolmo que anda acometendo o povo cristão, estes fatores têm contribuído muito para que os pilantrópicos  desenvolvam suas pilantropias. Estes fazem isso sempre travestidos de amor e carinho, mas na realidade são bandidos perigosos que destroem e trucidam vidas sem o menor indício de arrependimento. São feras que se esfaimados não pensam duas vezes em devorar suas presas para saciar suas necessidades. Postura bem distinta tomou o pastor dos pastores chamado Jesus Cristo ao tecer a seguinte frase: “Eu sou o bom pastor; o bom pastor dá a sua vida pelas ovelhas” Jo 10:11 (grifo meu).

O bom pastor dá a vida pelas ovelhas e não tira ou disseca suas vidas. O bom pastor cuida e não malvada. O bom pastor prover e não extorque. O bom pastor dá o alimento e não se alimenta com as carnes e o sangue de suas ovelhas. O bom pastor é aquele que visualiza todas as ovelhas como sendo iguais, caso contrário, Ele não tinha ido atrás apenas de uma deixando as outras 99 expostas ao mesmo risco da que se perdeu Lc 15:4. O bom pastor se enquadra com o exemplo da árvore perfeitamente, ou seja, ele alimenta tão somente. Conclui-se que há indícios que mostram quem é verdadeiramente o bom pastor e quem é o pilantrópico da fé que dissemina sua pilantropia por toda parte. Esteja atento!


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[1] Neologismo que vem da raíz “Pilantra” que quer dizer desonesto e que faz um joguete com a palavra Filantropia.